domingo, 22 de junho de 2008

Pirataria

Outrora, podiam ser uma sociedade democrática em que os seus líderes eram eleitos e removidos a qualquer momento…
Mas nem por isso deixam de ser malfeitores que promovem saques e pilhagem para obter riquezas e poder…

Caracóis

Chega o calor, e surge o aviso: “há caracóis”…
No mínimo repugnante… Mas gosto…
A comida passa por pratinhos, ficando apenas em dúvida a quantidade de cerveja e refrigerante para os mais pequenos…

A irmandade do caracol reúne-se e a conversa animada estende-se por horas… A irmandade “é muito unida e não vê com bons olhos a presença de malta sem um alfinete na mão, incapazes de saborear um prato de gastrópodes acabados de cozer numa amálgama de temperos, com o objectivo de lhes dar algum sabor” (autor desconhecido).


O caracol é um molusco gastrópode de concha calcária em espiral, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica.
Os caracóis são criaturas notáveis e cruciais para os ecossistemas em que habitam...
Sobre os seus benefícios, saiba que os caracóis são recomendados nos casos de raquitismo e no combate ao colesterol. Graças ao alto teor de sais minerais e ferro, são úteis durante a gravidez e amamentação. São pobres em lípidos e podem ser consumidos por aqueles que sofrem do fígado, arteriosclerose e obesidade.
Dito assim, já não é tão nojento…

sábado, 21 de junho de 2008

Litha

Litha marca o primeiro dia do verão…
Neste dia, o mais longo do ano, a luz e a vida são abundantes… Apesar, de este dia marcar o princípio do declínio da força do Sol… O Sol, as flores e a Terra estão em pleno desabrochar, criando uma atmosfera de paixão…

A atenção do indivíduo vira-se para fora de si mesmo, para a natureza em todo o seu esplendor que rodeia o indivíduo, experimentando a alegria da plenitude e da abundância…


A nossa vontade conduz-nos aos grandes espaços livres…

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Refugiados

“Desde que existem as guerras, as perseguições, desde que reina a discriminação e a intolerância, há refugiados. Eles são de todas as raças, de todas as religiões e podemos encontrá-los em todas as regiões do mundo. Obrigados a fugir porque receiam pela sua vida e pela sua liberdade, os refugiados abandonam muitas vezes tudo o que têm - casa, bens, família - e o país rumo a um futuro incerto em terra estrangeira” (autor desconhecido).

Um futuro e uma terra que também os pode discriminar e perseguir, e até mesmo negar asilo, obrigando-os a enfrentar o que mais temem, o motivo da sua fuga…
Na procura de segurança, na esperança de sobreviver aos conflitos armados, à fome, mas também ao medo da morte por apenas terem ideias diferentes, por serem diferentes…

São vulneráveis e podem vir a ser vítimas de tráfico de seres humanos…

São demasiadas pessoas a viver o drama de fugir para sobreviver mais um dia, serem livres mais um dia…

É este o mundo que queremos deixar?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pena

“Depois da tristeza vem a alegria; depois da alegria vem a tristeza. Estamos sempre na instabilidade, entre a esperança e o medo” (John Owen).
O ser humano é cheio de sensações, sentimentos e impulsos o que torna muito difícil traçar um perfil dos sentimentos de alguém. Além de que se encontram em constante mutação…

Sinto pena… É o sentimento despertado pela derrota…
O acontecimento fica-nos na memória… Todavia, os sentimentos em relação a esse acontecimento muda…

Os sentimentos não são para entender… São para serem vividos…

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tragédia dos Comuns - Impacte Ambiental

A melhor política de ambiente, é sem dúvida, o contributo para a criação de condições que permitam evitar as perturbações ao ambiente, em vez de se limitar a combater posteriormente os seus efeitos
Há, pois, que adoptar princípios gerais de avaliação do impacto de projectos humanos no ambiente, com vista a coordenar os processos da respectiva aprovação…

Com efeito, o impacte ambiental deve ser sempre avaliado no sentido não só de garantir a diversidade das espécies e conservar as características dos ecossistemas enquanto património natural insubstituível, mas também como forma de protecção da saúde humana e da promoção da qualidade de vida das comunidades…
Assim, a avaliação do impacte ambiental constitui uma forma privilegiada de promover o desenvolvimento sustentável, pela gestão equilibrada dos recursos naturais, assegurando a protecção da qualidade do ambiente e, assim, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de todos nós…

Mas, ainda assim, nomeadamente em relação aos grandes projectos, trata-se de um processo de elevada complexidade e grande impacte social, envolvendo directamente a vertente económica…

terça-feira, 17 de junho de 2008

Análise

Para efeitos de determinar quais os riscos que justificam a adopção de medidas de precaução e prevenção revela-se imprescindível a realização de uma análise dos riscos, a fim de proceder à sua identificação, avaliação e graduação.

Antes de mais, impõe-se distinguir os riscos plausíveis daqueles que consubstanciam uma mera suspeita, não ancorada em qualquer base científica idónea. Para que um risco seja considerado fundado, não se exige, todavia, que corresponda à opinião científica maioritária. Frequentemente uma opinião inicialmente minoritária vem a revelar-se mais tarde como representativa da ciência “oficial”. Relevante será, portanto que a hipótese da existência de um risco seja fruto de uma investigação metodologicamente rigorosa, e como tal, cientificamente credível.

Identificados os riscos potenciais, isto é, os riscos que suscitem uma dúvida legítima quanto à possibilidade de ocorrência de danos por força do desenvolvimento de uma determinada actividade, importa num segundo momento avaliar da sua intensidade, distinguindo os riscos potenciais meramente plausíveis e os riscos cuja plausibilidade é reforçada por dados da experiência que apontam para um nível qualificado.

Tem sido sugerido que se ambos justificam uma obrigação de empreender um trabalho de pesquisa e investigação de forma a lograr um maior conhecimento sobre o grau de risco que apresentam e os seus possíveis efeitos danosos, de forma a confirmar ou infirmar a dúvida sobre a sua potencial danosidade, por regra, só os segundos justificam a adopção de medidas concretas para fazer face à incerteza da sua concretização.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Riscos

O perigo pressupõe o conhecimento, com base num juízo de prognose ou nos dados da experiência, de que uma determinada acção causa, provavelmente, um dano…
Enquanto o perigo constitui uma ameaça concreta à existência ou segurança de uma pessoa ou de uma coisa, assente numa probabilidade relevante de ocorrência, o risco é um perigo eventual, mais ou menos previsível, no qual não existe (ou, em bom rigor, não é conhecida) uma probabilidade significativa de ocorrência de lesão…

Por outro lado, todas as acções humanas envolvem um risco residual, isto é, um risco cuja concretização se apresenta como tão remota ou improvável que a sua existência é avaliada pela sociedade como aceitável…
Um acontecimento imprevisível, uma eventualidade sobre a qual não é possível tecer um juízo de valor por não existir a mínima identificabilidade de um risco ou perigo, real ou hipotético…

A reivindicação de segurança absoluta não pode, todavia, ser integralmente satisfeita. Vive-se uma época em se “pretende eliminar a existência da ideia de risco. Cada um esquece que a sua própria vida é uma aventura, o acidente em que não se sabe mais enfrentar torna-se um evento incompreensível que exige sistematicamente uma compensação” (Edgar Morin).

domingo, 15 de junho de 2008

Derrota

“Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis” (Sêneca).
E quando falhamos, ao ousar?
"As derrotas da vida conduzem às maiores vitórias" (Max-Pol Fouchet).
Desde que saibamos aprender dos nossos erros…

Uma derrota não constitui o fracasso total…
“A derrota não é o pior dos fracassos. Não ter tentado é o verdadeiro fracasso” (George E. Woodberry)…

A persistência, a determinação e, sobretudo, a paciência são qualidades a apreciar…

Podemos ser derrotados numa batalha, mas não fomos vencidos na guerra…
Mas também a capacidade de aprender com os nossos próprios erros, e não apenas com os erros dos outros…

sábado, 14 de junho de 2008

Sick Puppies - All The Same



I'll take you for who you are
If you take me for everything

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Território

O território do Estado, além da parte emersa da crosta terrestre (ou terra firme) delimitada pelas fronteiras que na denominação tradicional portuguesa constituem a «raia seca», compreende ainda as águas fluviais e lacustres nele integradas e parte das que se interpõem entre ele e o território alheio (águas continentais ou epicontinentais); bem como, quando total ou parcialmente banhado pelo mar, uma fracção das águas marítimas (águas interiores e mar territorial).
Em conjunto com a terra firme, tanto as águas continentais como, sendo o caso, as águas marítimas, são juridicamente dependências do território. Por isso se dizem territoriais.

Do mesmo modo que o território de que fazem parte, as águas territoriais, sejam continentais ou marítimas, englobam, adicionadas à superfície das suas toalhas líquidas, a camada aérea superjacente, a coluna hídrica subjacente e o leito e subsolo que lhe corresponde.
No caso das águas marítimas, a este leito e subsolo acresce a plataforma continental que os prolonga por sob o alto mar.

No entanto, o termo território aparece de modo corrente empregado com o significado restrito de «terra firme» (Cf. Armando Marques Guedes).

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Precaução

A prevenção exige claramente a adopção de medidas contra riscos já identificados…
A precaução alerta para a necessidade de agir contra a emergência de riscos cuja existência ou dimensão ainda não foi demonstrada…
Ou mesmo a necessidade de agir na ausência de riscos, designadamente, postulando a não perturbação de um dado recurso ambiental como forma de gestão cautelosa do futuro…

Face à ameaça de irreversibilidade da situação e à incerteza e desconhecimento das suas consequências ao nível da actividade humana sobre, não só, dos habitats naturais mas também sobre nós mesmos, a construção do princípio da precaução revela-se imprescindível para habilitar e legitimar a actuação dos poderes públicos na ausência de provas científicas conclusivas sobre as suas causas…

Daí a necessidade de detecção atempada dos perigos, e para tanto, sendo necessário promover e incentivar a pesquisa e a investigação científica…
Todavia, face à ameaça de danos irreversíveis, a ausência de provas científicas conclusivas não pode constituir argumento para adiar a adopção de medidas adequadas a controlar os riscos de dano ambiental e de saúde pública…

A promoção do desenvolvimento tecnológico e incentivo à criação de novos processos técnicos aptos a reduzir ou eliminar os níveis de descarga de poluentes…
Constitui incumbência do Estado promover a introdução de processos e tecnologias mais limpas e de zelar pala boa saúde pública…

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Alegria

Um acontecimento feliz e a alegria transborda…
Acontecimento seguido por muitos a cada segundo… Acompanhado em todas as suas vicissitudes…
Com muita emoção…
Mas com a sua conclusão, deu lugar ao regozijo, o contentamento e faz-se a festa…

O divertimento instalou-se pelas ruas… Vamos expressar a nossa alegria…

terça-feira, 10 de junho de 2008

Free Hugs

Como tudo começou:


De passagem por Lisboa:

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Concerto!

Num concerto ao vivo, no magnífico cenário de uma praia (e entrada livre) …
Não só a praia, mas também os arredores encontram-se completamente cheios de gente de todas as idades (o que acho desaconselhável para os mais pequenos), a noite está ao rubro…
A confusão organizada está instalada…

Os excessos, a alegria contagiante, alguns berros, os empurrões, pontapés e pisadelas…
Diversão, dança, cantoria e alguns escutam a música…
Uma megaprodução que resulta… Apesar do lixo que se amontoa a nossos pés…

domingo, 8 de junho de 2008

Oceanos

Aproximadamente 71% da superfície de Terra é coberta pelos oceanos e mares…
Desnecessário é explicar a sua importância na dinâmica de todo o planeta…

No entanto, é alvo de muita agressões… E o estrago que fazemos é evidente…
O oceano não é a nossa lixeira, mas a casa de muitas criaturas… A sua capacidade de reciclar o nosso lixo não é ilimitada…
Além de que os habitantes dos oceanos são vítimas de pesca excessiva, poluição e destruição dos seus habitats…
E "quando perdemos espécies, perdemos a produtividade e estabilidade de ecossistemas inteiros. Fiquei chocado e perturbado pela consistência que estas tendências têm - para além de tudo o que suspeitávamos" (Boris Worm)…

"Se a biodiversidade continuar em declínio, o ambiente marinho não será capaz de sustentar o nosso modo de vida. De facto pode não ser capaz de sustentar a nossa vida de todo" (Nicola Beaument).
Os oceanos ensinam-nos sobre humildade… Pois o que os faz grandes é o facto de não estarem acima dos rios, e assim, receberem as suas águas…
E a sua imensidão é um enorme conjunto de gotas de água…
Se pretendemos sobreviver neste planeta, devemos cuidá-los…

sábado, 7 de junho de 2008

Topo

"Portugal entrou a vencer no Euro 2008! A história favorável da Selecção Nacional frente à Turquia repetiu-se e já estão conquistados os primeiros três pontos que dão a liderança no Grupo A. Em terra de emigrantes portugueses, Pepe provou que esta é mesmo a equipa de todos nós. Esqueçam-se as origens. O que importa é o sentimento por uma nação!" (Irene Palma).

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ciência

A humanidade deposita uma grande confiança na ciência, assumindo que esta pode determinar e controlar com segurança os impactos…
Presume igualmente que, quando da previsão do dano, existem e estão disponíveis os meios técnicos e o tempo necessário para agir com vista a afastar a sua ocorrência. Olvida, todavia, que a ciência é, por natureza, limitada…

O método científico assenta fundamentalmente na realização de experiências controladas em laboratório, sem lidar com as reais condições do mundo que nos rodeia…
A tal acresce que a investigação de sistemas complexos implica o isolamento dos seus componentes, o que, se é idóneo para o estudo de um dado número de variáveis com um elevado grau de precisão, não permite captar e apreender os efeitos indirectos e/ou os efeitos cumulativos…

“Ora, revela-se extremamente difícil avaliar com fiabilidade os efeitos que as actividades humanas produzem no ambiente em virtude das imprevisíveis e naturais oscilações do meio ambiental, sobretudo, tendo presentes os efeitos sinergéticos e cumulativos” (Charmion Barton).
Toma uma atitude de humildade ao constatar a incerteza e ignorância que caracteriza o conhecimento humano…

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ambiente

A Lei de Bases do Ambiente (Lei № 11/87 de 7 de Abril, com as alterações introduzidas pela Lei № 13/2002 de 19 de Fevereiro) veio estabelecer os princípios gerais da política ambiental.

“Todos os cidadãos têm direito a um ambiente humano e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender, incumbe ao Estado, por meios de organismos próprios e por apelo a iniciativas populares e comunitárias, promover a melhoria da qualidade de vida, quer individual, quer colectivas.

A política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais, qualitativa e quantitativamente, como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado.”

O princípio geral implica a observância de vários princípios específicos do Direito do Ambiente, em termos que tem merecido vivas críticas por parte da doutrina, por a sistematização adoptada enfermar de diversas deficiências, misturando meras directivas programáticas e verdadeiros princípios jurídicos e princípios básicos com subprincípios (Cf. Freitas do Amaral in «Análise preliminar da Lei de Bases do Ambiente»).


Mas pelo apelo à cidadania e à responsabilidade social, pela relevância dada ao Ordenamento do Território, pela visão lúcida relativamente à integração destas politicas no desenvolvimento social e económico do Pais, a Lei de Bases do Ambiente é muito mais do que o seu nome indica. Esta lei transcende-se e aponta para algo que poderíamos considerar já um embrião pioneiro de umas Bases de Estratégia para o Desenvolvimento Sustentável.

Ainda um longo caminho tem de ser percorrido…

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Solucionar

Porque procuramos soluções para os nossos assuntos?
Ao dar uma solução, pretendemos resolver, pôr um termo aos assuntos, às questões, aos problemas que nos surgem…

Mas nem a tudo existe uma resposta, uma solução…
O que se pode fazer, senão adaptarmo-nos à situação… Deixar de considerar um problema, um obstáculo mas uma oportunidade ou um facto incontornável…

No entanto, se tem solução… Como pode ser um problema?
É meter mãos à obra para obter a resolução da situação ou questão problemática…
Se a resolução não é automática, nem instantânea… É seguir passo a passo, pacientemente, até ao seu fim…
Enquanto não se atinge ou obtém-se a solução, é a inquietação, as noites mal dormidas e, até mesmo, alguma irritabilidade…

Os problemas são parte integrante das nossas vidas…
Sejam criados por nós ou não, desnecessários ou não…
Mas visto do ponto de vista da “solução”, os problemas não existem… Para quê as preocupações?

terça-feira, 3 de junho de 2008

27 dresses

- Gosto de casamentos, sempre gostei.
- Sério?
- Yeah.
- Que parte? Da cerimónia forçada, da música chata ou da comida ruim?
- Na verdade, ajudar pessoas como tu.
- O amor é paciente, o amor é gentil.
[…]
- Não acreditas que é muita cerimónia para algo que só tem 50% de hipóteses de dar certo?
- Muito refrescante! Um homem que não acredita no casamento.
- Apenas estou a apontar a hipocrisia do espectáculo.
- Tão nobre da sua parte.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Surpresa

Como a vida nos reserva surpresas!
Notícias ou acontecimento, completamente inesperada…
Acontecem quando menos se esperam… E aumentam o nosso ritmo cardíaco…

Gosto de ser surpreendido… Apesar de a minha reacção aparentar calma…
Mas não gosto de ser apanhado de surpresa… E saltar de susto…

As surpresas, boas ou más, são sempre fonte de stress, pois são acontecimentos que não controlamos de absoluto…

domingo, 1 de junho de 2008

Criança

Ser criança…
Ausência de culpa ou de pecado…
Estado de pureza, de inocência…
É o que perdemos, à medida que amadurecemos e as nossas responsabilidades avolumam-se…
Mas, “não é bom ser criança: bom é, quando somos velhos, pensar em quando éramos crianças” (Cesare Pavese).

Ser criança também significa fragilidade e vulnerabilidade…
Então é nosso dever garantir à criança o direito à palavra, protecção em situação de risco, ou mau trato, quando privada de afeição, isolada, abandonada, ameaçada de agressão física, sexual, negligenciada ou obrigada a trabalhar.
“Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser” (Louis Pasteur).

O futuro deste mundo pertence às crianças de hoje… Cabe a nós educá-los e depois deixá-los voar…

“A disciplina é o segundo presente mais importante que um pai pode dar a uma criança. O amor vem em primeiro lugar" (T. Berry Brazelton).

sábado, 31 de maio de 2008

Tiago Bettencourt & Mantha - Canção Simples



Fazes muito mais que o sol
Que este ano insiste em não aparecer…

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Viagem

Uma longa viagem pode ser aborrecida…
Ser uma extensa descrição de acontecimentos ocorridos durante uma longa deslocação, e não cativar nenhum interesse…
Principalmente, quando esses acontecimentos não são partilhados com mais alguém…

Não há nada tão monótono que uma longa viagem a sós… Nada tão monótono que um vasto percurso, em que não podemos desfrutar da paisagem… Nada tão monótono, quando não podemos parar sempre que queremos e essas paragens oferecerem algo de único e especial…

Nada tão enervante como um horário a cumprir…

É importante viajar em segurança… Também em conforto e rapidamente…

Mas não é daqueles momentos em que não sabemos onde estávamos e olhávamos para um ambiente desconhecido, que nos recordaremos sempre?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Energia

Apesar de ser usada em vários contextos diferentes, o uso científico da palavra energia tem um significado bem definido e preciso: “potencial inato para executar trabalho ou realizar uma acção”.

“A história da energia está associada à modernização das sociedades, à possibilidade de comunicação entre comunidades geograficamente separadas, à intensidade da circulação de pessoas e mercadorias, a novos modos de organizar o espaço privado e o espaço público, à impregnação da tecnologia no quotidiano e ao despertar da consciência ecológica e social. O carvão, a electricidade, o petróleo, as energias renováveis, a energia nuclear e outros recursos transformaram os equilíbrios das nações, das empresas e das famílias.”

São diversas as fontes de energia e as formas de energia… Mas é ao sol, à água, ao vento, em que criamos a maiores expectativas de energia… De energia renovável, segura e inesgotável…
Não são novidade, e portanto, não nos são desconhecidos…

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Entrevista

A entrevista é o momento da verdade para muitos profissionais em busca de um novo emprego. E saber como lidar com as perguntas de entrevista mais comuns, escapando às armadilhas, é uma necessidade comum…

Não existe uma regra geral. Mas existem muitos conselhos que deveremos seguir… Conselhos como devemos agir numa entrevista e como estarmos preparado para as perguntas mais complicadas, como devemos vestir, como devemos estar durante a entrevista…

"É nas entrevistas que tudo se decide. O Curriculum Vitae pode ser fantástico e o seu perfil o procurado pela empresa, mas se a entrevista corre mal dificilmente ficará com o emprego" (autor desconhecido)

É essencial estar bem preparado… E estar consciente que o nervosismo é natural, mesmo quando a entrevista não passa de um “ritual”…

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sorriso

“Um sorriso não custa nada e cria muito...
Dura um só momento, mas sua lembrança perdura por toda uma vida...
Não se pode comprá-lo, pedi-lo emprestado ou roubá-lo...” (autor desconhecido).
Nossas vidas estão repletas de pequenos gestos… Gestos, como sorrir e abraçar…

Mas, não há nada tão enganador como um sorriso…
E ninguém sabe melhor isso do que aqueles que se escondem atrás de um sorriso…
O simples sorriso tem o poder de transformar o espírito dos outros, de tornar o dia dos outros melhor… De despertar simpatia e benevolência destes por nós…


Existem outros indícios, para demonstrar o nosso afecto… Outros pequenos gestos…

Pois nem sempre há oportunidades para grandes gestos… Mas podemos fazer vários pequenos gestos, que também podem confortar e dar alegria aos outros…


Todavia, "Sorri, sorri sempre, mesmo que o teu sorriso seja triste, porque mais triste que um sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir!" (autor desconhecido).

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Dúvidas

Dúvidas…
Eu tenho sempre dúvidas…
Pergunto… Procuro esclarecimentos…
E continuo com dúvidas…

Hesito em agir… Necessito de mais informação… E espero que esta seja correcta e completa… Pensar em todas as causalidades e possibilidades em que possa imaginar…

Não é que não acredite… Mas quero ter a certeza… Que não haja margem para dúvidas… Verificar e confirmar…

Excesso de escrúpulos? Talvez…
Que as decisões sejam bem fundamentadas…

domingo, 25 de maio de 2008

Reservar

Somos livres de escolher as nossas acções… Acções, que normalmente, projectam-se para o futuro…
Livres de assumir um compromisso relativo à posterior ocupação de um determinado lugar ou espaço… De fazer reservas, se estas forem possíveis…
Reservar para nós mesmos, para outros… Destinar para certo fim ou para uma determinada ocasião…

Não basta pensar, é necessário agir e contactar a quem nos pode guardar o lugar ou espaço… Alguém que lhe terá de ser garantido que não faltaremos à palavra dada… Alguém a quem queremos garantias de que o lugar ou espaço será guardado…

Através da reserva ou pré-reserva, procuramos planear as actividades e tarefas e evitar percalços… O objectivo é garantir satisfazer alguma necessidade, de acordo com as circunstâncias e características para quem é feita a reserva…

sábado, 24 de maio de 2008

Estupidez

"Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo" (Albert Einstein)…

Então, a estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência. A inteligência tem limites... a estupidez não.
A falta de inteligência, de juízo, de discernimento nunca pára de nos surpreender e de nos fazer sorrir e chorar… Todos os dias, a estupidez produz novas revelações e novidades…

A estupidez deveria apenas se referir a uma “dificuldade notável em compreender as coisas, falta de entendimento ou uma insensibilidade para com uma verdade moral"…
Mas somos assim tão incapazes de compreender?
É claro que transportamos sabedoria e estupidez, porque não somos omniscientes… Mas é preciso reconhecer que também somos estúpidos… De entender que nem tudo nos é compreensível…

Então, compreendemos que somos capazes de actos estúpidos, e aprendemos a procurar evitá-los…

Todavia, "ser estúpido, egoísta e ter boa saúde são três requisitos para a felicidade, mas se a estupidez faltar está tudo perdido" (Gustave Flaubert)…
Quando ignoramos a dura verdade… E porque a estupidez dos outros nos fazem rir…

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Memória

Re-lembrar…
Este é um processo de reparar a ameaça colocada pelo “desaparecimento”…

A palavra escrita ou falada e as imagens esculpidas, pintadas ou fotografadas são meios através dos quais recordamos…
Apesar de as imagens invocarem frequentemente uma memória mais completa dado que a linguagem pode fazer uma selecção de significados.

Dos mementos aos memoriais, as palavras e os artefactos são expressões externas de suporte a pensamentos e imagens do indivíduo. Embora as manifestações públicas, como os memoriais de guerra ou as estátuas de gente importante, sejam reconhecidas como formas de moldar a memória colectiva relativamente às guerras ou aos regimes políticos, a memória em si é entendida como individualista, como um feudo da psicologia, ignorando-se a dimensão cultural da sua construção, isto é, a prevalência de práticas de memorialização próprias de cada tempo e de cada lugar.

Debate-se se as memórias, uma vez ligada a objectos e lugares, se tornam transcendentes ou imutáveis. Na verdade, tal como a diversidade cultural das práticas de recordação, o tempo influencia a forma como recordamos. A alteração nas agendas pessoais e políticas pode produzir mudanças na maneira como os indivíduos e os lugares são representados e, consequentemente, no significado da sua memória.

_______________

Memento
do Lat. memento, lembra-te
s. m.,
responsório pelos defuntos, começado por este vocábulo que significa lembra-te;
por ext. lembrança;
recordação..


In http://www.priberam.pt/

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Diversidade

Diversidade, diferença, variedade…

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Instruções

Antes de pegarem a sério na actividade proposta, é essencial ter conhecimento das instruções…
Conjuntos de ordens ou indicações dadas a alguém sobre determinados assuntos…
Explicadas da melhor forma possível… São esclarecidas as dúvidas que surgem no momento… Porque as dúvidas mais prementes, surgem sempre depois…

Cada operação, cada função, cada tarefa… As suas dificuldades, os obstáculos quotidianos, apuros, prazos… Procura-se expor tudo o que se tem em conhecimento, no momento…
Será que nada ficou esquecido?

Nem todas as instruções são de carácter obrigatório… São de facto, apenas conselhos…
Justifica-se o modo de trabalhar… Explica-se os seus passos…
Apesar de ter-se consciente o facto que poderá não ser o melhor, nem que será adoptado na sua plenitude… Na realidade, será adaptado às características de cada um…

E espera-se que tudo corra bem…

terça-feira, 20 de maio de 2008

Testemunho

Passar o testemunho, passar a alguém a vez para que continue determinada tarefa ou ocupe certa posição.
De preferência, com o sentimento de dever cumprido…

Todavia, muitas vezes, a falta de visão vai adiando o problema da sucessão, avolumando a questão…
Consideramos que somos eternos, e que o espaço que ocupamos e adaptámos à medida das nossas necessidades, será apenas ocupado por nós mesmos, para todo o sempre…
Quando chega o momento de passar o testemunho, ninguém tem capacidade para continuar o percurso e substituirmos…

A quem passar o testemunho?
É a preocupação que devemos ter em conta, para garantir o sucesso da passagem de testemunho…
Devemos preparar as próximas gerações para fazer face aos desafios e dificuldades que vão deparar-se, de modo a que não surjam mal entendidos…

Faço parte da geração que denominaram de “rasca”, quando na realidade sinto-me parte da “geração à rasca”… Não souberam transmitir-me o testemunho, e cabe a mim não repetir esse erro…Formar, educar e informar são utensílios mais preciosos que apenas criticar…

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Azeite

Em primeiro, a Oliveira. Os seus ramos representam um símbolo da paz e constituiu fonte de inspiração para pintores, escritores…
Ela recorta-se à contraluz das nossas paisagens rurais do Norte ao Sul do país, e a sua história remonta pelo menos ao Paleolítico, estendendo a sua zona de influência do denominado Crescente Fértil a toda a bacia mediterrânica e atingindo posteriormente outros pontos do globo.
Depois, o seu néctar, ouro liquido nas palavras de Homero, azeite, do árabe Azzait que significa “sumo de azeitona”, o sumo decantado e purificado da azeitona e tornou-se um condimento indispensável na nossa cozinha. O seu aroma e sabor particulares, aliado ao alto valor nutritivo, bem como as suas propriedades anti oxidantes naturais, tornaram-no num alimento aplaudido por especialistas de saúde, eméritos gastrónomos, e consumidores em geral…

Através das civilizações que se têm sucedido na história do homem, o azeite tem conservado um papel de relevo não apenas na alimentação mas também pelas suas propriedades medicinais e cosméticas.

Contrariamente ao que a maioria das pessoas pensa, o azeite, não é simplesmente azeite.
Existem azeites com características, independentemente da sua acidez ou da sua classificação (extra virgem, virgem e refinado), mais picantes, mais amargos, mais doces, mais aromáticos e ainda, mais perfumados.
A razão destas diferenças, tem a ver com a azeitona de que são feitos e, do micro-clima onde se desenvolvem.
A importância desta forma de analisar as características do azeite, na cozinha, é tirar o maior partido do produto natural.


O azeite é a gordura mais saudável para a alimentação humana.
Mas estou com os azeites… Por isso, é favor não me incomodar…

domingo, 18 de maio de 2008

Tragédia dos Comuns - Museus

Nem apenas os recursos naturais pertencem a todos nós… Também pertence, como nossa herança, o património cultural e histórico…
É neste contexto que surgem os museus

"Museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento e aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa e exibe para finalidades do estudo, da educação e da apreciação, evidência material dos povos e seu ambiente” (Conselho Internacional de Museus, o ICOM).

É nos museus que depositamos a nossa confiança em que o nosso património cultural e histórico (e não só) será cuidado e as gerações futuras venham a conhecer os seus antepassados…
Mas os museus não existem apenas para cuidar e amontoar objectos, tornam também acessível as nossas visitas para nosso deleite e aprendizagem…

sábado, 17 de maio de 2008

Engomar

“A sua roupa ficará perfeita com apenas uma passagem do ferro de engomar”…
“Engomar sem estragar a roupa! Finalmente, acabaram os tecidos queimados pelo ferro de engomar!”
“Com tal ou aquele outro poderá engomar a sua roupa fácil e rapidamente”… É o que dizem…
A única verdade que conheço é que nunca devo ausentar-me e deixar o equipamento eléctrico ligado, nomeadamente o ferro de engomar… Não vá o Diabo tecê-las…

Para engomar, devemos regular a altura da tábua de maneira que quando pegamos no ferro o cotovelo esteja semi-flectido e colocarmo-nos a meio do comprimento da tábua para facilitar o movimento.
No entanto, quando nos temos que deslocar para engomar, devemos fazê-lo à custa das pernas, movendo o tronco em conjunto. Nunca devemos fazer torções do tronco com as pernas fixas.Quando permanecemos durante muito tempo a engomar, para além de fazermos intervalos, podemos fazer períodos em que nos encostamos a uma parede e aproximamos bem a tábua do nosso corpo, ajudando assim à descarga dos membros.

Tarefa que nunca termina… O que preciso é de um doutoramento em engomar…
Aprender todas as técnicas e truques que possam apressar esta tarefa entediante…
Oiço música, vejo televisão, converso… Até uma capa para tábua de engomar torna-se mais interessante…
Ou deixo de engomar…?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Família

“As irritações mais intensas, as zangas mais consistentes, os ódios mais antipáticos surgem habitualmente, e tal como deve ser, em relação às pessoas de quem mais se gosta e de quem se está mais perto: a família” (Isabel Leal)

É no seio de uma família em que nascemos e somos criados, independentemente, dos laços de consanguinidade ou afinidade que nos ligam…
Esse laços são imutáveis, apesar da relação desaparecer… Esses laços farão serve parte do nosso ser…
A família pertence às coisas naturais que envolvem a vida das pessoas…


É no seio da família que temos os encontros estruturantes da vida que nos levam a tomar consciência de sermos pessoas humanas em toda a complexidade e identidade que lhe é própria…

É no seio da família que descobrimos, igualmente, a nossa originalidade e as pertenças que nos definem
"É na família que fazemos a experiência de ser amados em primeiro lugar, e será na constituição de uma nova família que vamos poder realizar plenamente a capacidade de amar e ser amado que aprendemos em casa dos pais. Nela recebemos a herança fundamental da nossa vida que nos ensina o que somos, mas também será através da família que vamos poder transmitir aquilo que vivemos. A família não é uma coisa do passado, tal como não é do futuro exclusivamente, é indissociável da pessoa. Tentar, como acontece nos tempos em que estamos, desprezar a família ou substitui-la por outras realidades sociais é fazer com que a pessoa humana deixe de saber quem é, e em breve deixe de ser humana" (Pe. Duarte da Cunha).

“Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo mas sim a família” (Victor Hugo).
Independentemente de como é uma família, o importante é ser uma família…

Seis

Em 1929 que o autor húngaro Frigyes Karinthy lançou, num livro de contos, a teoria de que o Mundo é uma pequena aldeia, onde todos se conhecem. Karinthy acreditava que a evolução do Mundo moderno assentava na ligação entre os seres humanos e defendia que, com os avanços da comunicação e da mobilidade, as relações pessoais tendiam a estreitar-se. Em 1967 Stanley Milgram, um investigador americano em comportamento social, veio comprovar a teoria de Karinthy através de um estudo sobre a conexão pessoal e o capital social das redes humanas.
Milgram descobriu que cada um de nós está a apenas seis graus separação de outro grupo de pessoas. Milgram chegou a este número através de uma experiência realizada com 160 pessoas que viviam em Boston e Omaha (Nebraska), nos EUA.
Ao final da experiência, Milgram descobriu que o número médio de intermediários entre os participantes da experiência era de seis pessoas.
Em 2001, Duncan Watts, professor da Universidade de Columbia, alargou o estudo à internet para provar a validade desta teoria, que muitos encaram como um mito urbano.

Inevitabilidade de todos nós termos um elo comum…! Então todos os nossos comportamentos terão repercussões em toda a aldeia…
Somos como uma meia dúzia de ovos que partilham a mesma caixa… Cerca de seis mil milhões de habitantes… Sei que parece uma visão claustrofóbica… Mas habitamos o mesmo mundo, a mesma caixa, e todos os nossos comportamento afectam todos nós…

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pele

A pele é o revestimento externo do nosso corpo… É a barreira contra infecções e outros agentes agressores externos…
Quando nos observamos ao espelho, vemos muita pele e identificamo-nos…

Além disso, são várias as funções que executa… Desde o controlo da temperatura, à função de protecção e metabólica… É também um órgão sensorial…
Através da pele, sentimos o mundo que nos rodeia, sentimos os outros, sentimos a nós mesmos, temos tacto…
Através da pele percebemos a temperatura do ambiente envolvente… Sentimos dor… Distinguimos diferentes texturas e consistências… E até mesmo, prurido…
Através da pele manifestamos carinho ao toque…

Seja por motivos estéticos, seja para garantir a nossa saúde, seja para manter esse contacto com os outros sem qualquer ruído, devemos proteger, limpar e cuidar da nossa pele… Para prevenir e proteger a pele de qualquer agressão e ajudá-la a regenerar…
Ao proteger a nossa pele, protegemos o nosso próprio corpo…

quarta-feira, 14 de maio de 2008

David Fonseca - Who Are You



Quem és tu?

terça-feira, 13 de maio de 2008

Diligência

A palavra diligência vem do verbo latino diligere, que significa amar, estimar. Diligens (diligente) significa aquele que ama. Remédio para a preguiça, a virtude da diligência consiste no carinho, alegria e prontidão (não significa pressa) com que pensamos no bem e nos dispomos a realizá-lo da melhor forma possível.

Atenção, cuidado, zelo, diligência, consciência… Afeição e amor…
“Se há coisa ou alguém com quem somos negligentes é mesmo com o mundo… E ele já se começou a queixar!” (Wednesday)
Cabe a todos nós um dever de vigiar pelo mundo em que habitamos… Afinal, somos responsáveis pelos danos que lhe causamos…

Não deveríamos ser penalizados quando cumprimos o nosso dever de vigilância… Mas apesar do dever cumprido, os danos produzem-se… Afinal não somos responsáveis pelos actos de outros, mas sofremos em conjunto sempre que o mundo em que habitamos se queixa…
Viajamos juntos…

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Negligência

A negligência produz acontecimentos culposos…

Na negligência falta a intenção, que é substituída pel
a falta de cuidado, de aplicação…
O premeditado pelo descuido, pela incúria…
Os nossos desígnios pelo desleixo e desmazelo…
Negligência é preguiça, é a inércia, é a indiferença…

Acontece quando estamos distraídos ou demasiado cansados…
É quando não tomamos as devidas precauções para evitar acontecimentos indesejáveis…

Quando o mundo que nos rodeia é como é… É porque somos negligentes para com ele…
É nosso dever cuidar…

domingo, 11 de maio de 2008

Intenção

No tribunal da nossa consciência, somos julgados de acordo com o nível de nosso esclarecimento espiritual e de acordo com a Intenção que temos ao executar nossos actos, ao racionalizar nossos pensamentos e ao proferir as nossas palavras…

Por vezes queremos com toda a nossa vontade a verificação de um determinado facto, e toda a nossa conduta é dirigida directamente…
Mas por vezes a nossa actuação não se dirige directamente a produzir a verificação do facto, mas é uma consequência necessária da conduta que adoptamos…
Mas nem sempre esperamos que determinado facto se verifique, mas é uma possível consequência da nossa conduta…

Mesmo que a probabilidade seja infimamente pequena, se prevemos o resultado da nossa conduta como possível, estamos a conformarmos que poderá acontecer…
Não alterando consequentemente o nosso comportamento… Então existe um acto intencional dependente da nossa vontade… E, portanto, responsáveis pelo que acontecer…

sábado, 10 de maio de 2008

Gopher Broke


Porque será que nunca nos corre tudo de feição...!?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Incapacidade

Incapaz de entender e querer…
Por vezes, sinto-me incapaz de reger convenientemente a minha vida…
Incapaz de governar a minha própria pessoa…

Meus projectos, planos e objectivos não fazem sentido…
Não tenho noção dos critérios que utilizo nas minhas escolhas e decisões…
Parecem-me distantes e incompreensíveis…
Não tenho consciência das minhas acções, pois estou em “piloto automático”…

Longe e perdido…
Não sei para onde vou… Não sei o que quero ser… Sinto-me inútil…
Porque caio neste estado de incerteza?

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Culpa

Podia e devia ter agido de outro modo!
Não fomos quem queríamos ser… Então sentimos culpa…
Podia e devia ter agido de outro modo!
Infringimos uma
regra, e a nossa atitude não foi correcta… Então sentimos remorso…

Para quem sente… Mas também para quem não sente…

A culpa é um juízo de censura, seja por nós mesmos ou por outros, por termos adoptado uma conduta quando podíamos e deveríamos adoptado uma outra conduta…
O juízo de culpa representa um desvalor atribuído à conduta adoptada e que é vista como uma conduta reprovável…

Devemos assumir as consequências dos actos praticados… Assumir as nossas
responsabilidades
Depois, é mudar o que pode ser mudado… Corrigir o que pode ser corrigido… E
libertar-nos desse sentimento que aprisiona e impede o crescimento do espírito…
Somos punidos pelos nossos actos reprováveis… Mas não são uma sentença perpétua…

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Paisagem

Critico aqueles que olham para vigiar os outros através de janelas, encobertos pela escuridão do interior…
Escondidos, julgam quem passa…


Mas fico feliz por poder observar através de enormes janelas o exterior… E de ser afortunado em observar sempre que quero e necessito, uma paisagem que me acalma e anima o meu espírito…

terça-feira, 6 de maio de 2008

Presunção

Presunções são ilações que tiramos de um facto conhecido para firmar um facto desconhecido…
O senso comum diz-nos ser desnecessário provar o facto desconhecido quando temos conhecimento de determinado facto… O desconhecido é deduzido através do que é conhecido…

Mas nem sempre é assim… E daí a existência do princípio da presunção de inocência.
Então cabe à acusação o dever de provar a culpabilidade do arguido para além de qualquer dúvida razoável. Pois nem sempre basta ter conhecimento de um facto para concluir outro…
Mas, o direito de defesa só ganha importância quando alguém assume a posição de réu… Quando acusados por algo que não temos qualquer responsabilidade, compreendemos a importância de tal princípio…

Todavia, em muitos aspectos, funciona a presunção da culpa. Somos culpados até conseguirmos provar o contrário. Ou seja, condenamos todos que não conseguem demonstrar que estão inocentes.

Com o presente, presumo como será o meu futuro…

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Prova

“Contra factos não há argumentos”…
Mas não somos omnipresentes e omniscientes… Os factos não se encontram a ocorrer defronte a nós…

A realidade dos factos muitas vezes têm de ser demonstradas, e são através de provas… Não basta invocar os factos, também é necessário fazer a prova dos factos que constituem o quer que seja que se alega ou se contesta…


Ao produzir a prova, esta ainda está sujeita à apreciação…
As provas são elementos importantes de ponderação para determinar a realidade dos factos alegados ou contestados, mas jamais substituem os factos… As provas apenas podem demonstrar a sua veracidade ou falsidade, mas não o fazem com a mais absoluta certeza… Presume-se uma fiel correspondência entre a prova produzida com a realidade factual…

domingo, 4 de maio de 2008

Mouro

Porque na vida não é só trabalhar como um mouro que se esforça por ganhar uns tantos maravedis que nunca são o suficiente…
Porque não um longo passeio… E o destino foi o Castelo dos Mouros em Sintra…

Como diz o folheto que me entregaram à entrada que dá acesso ao castelo, “O Castelo dos Mouros em Sintra foi concebido com a função de atalaia garantindo a protecção de Lisboa e vilas ao redor. Das muralhas desta fortificação é possível observar toda a linha de costa e obter uma vista privilegiada da serra de Sintra.”

Agora, foi a minha vez de desfrutar dessa imensa vista que se estende muito além da vila de Sintra e dos vários palácios em redor… Mas também do oceano que nunca deixa de me encantar…
A minha vez de deslumbrar-me com o panorama que se apresenta em todo o meu redor… De sentir a frescura da serra num dia que se adivinhava ser quente…
Nestes momentos, sou um aristocrata… Um felizardo…
_______________

Atalaia
do Ár. attali'a, espia
s. f.,
sentinela;
vigia;
esculca;
torre;
lugar em ponto alto de onde se vigia;
fig.,
observação;
precaução.

In http://www.priberam.pt/

sábado, 3 de maio de 2008

Dan in Real Life



- O Amor não é um sentimento… É uma capacidade…


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Argumentos

Um argumento é um conjunto de afirmações encadeadas para defesa de um ponto de vista. O argumento é o elemento básico para a fundamentação de uma teoria.
Mas a força do argumento reside no termo médio, já que é apenas o veículo promotor do avanço lógico de todo o processo de raciocínio que pretende atingir uma conclusão, uma resposta à questão, um processo de raciocínio que progride do conhecido para o desconhecido (cf. Tomás de Aquino) …

Um argumento é uma exposição sucinta, uma história que se conta brevemente, para esclarecer as nossas ideias e pensamentos…
Segundo Raul Taborda Damonte, “um argumento é qualquer grupo de proposições tal que se afirme ser uma delas derivada das outras, as quais são consideradas provas evidentes da verdade da primeira”. Todo argumento tem uma estrutura, não é simplesmente uma colecção de proposições, mas deve possuir premissas como evidência e uma conclusão que corrobore. O argumento, portanto, é uma operação verbal do pensamento que consiste em encadear juízos e deles tirar uma conclusão ou resposta.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Beltane

Assim como o tempo aquece e as plantas se desenvolvem…
Os dias estão a ficar mais longos… Há mais luz… A face radiante do sol que regressa…
Mas sempre ocupado, não há tempo, nestes tempos em que tudo acontece rapidamente…

Quero sentir o calor do sol…
Sob o efeito dos seus raios de luz sinto-me mais exuberante e recarrego as baterias…
O fogo no céu aquece a minha alma… E sorrio neste o momento do ano em que a Terra se aquece no gentil abraço de calor do Sol e despeço-me das chuvas…