sábado, 7 de agosto de 2010

Túnel

Assustador, claustrofóbico e um regresso a tempos em que o refúgio mais seguro eram as cavernas…

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Betão

O betão e as argamassas são utilizados como materiais de construção há milhares de
anos, sendo então produzidos pela mistura de argila ou argila margosa, areia, cascalho e água. Há registos de que os materiais eram, quando necessário, transportados a distâncias de centenas de quilómetros.
Nas antigas civilizações estes materiais eram utilizados essencialmente em pavimentos, paredes e suas fundações. Os Romanos exploraram as possibilidades deste material com mestria em diversas obras – casas, templos, pontes e aquedutos, muitos dos quais chegaram aos nossos dias e são exemplos do elevado nível atingido pelos construtores Romanos.
Há registos de que os Romanos fizeram tentativas para armarem o betão com cabos de bronze, experiências não bem sucedidas devido aos diferentes coeficientes de dilatação térmica do bronze e do betão.
Posteriormente e até ao século XVIII o betão tem uma utilização reduzida, quase exclusivamente limitada às fundações e ao interior de paredes de alvenaria.

É com o desenvolvimento da produção e estudo das propriedades do cimento (Smeaton em 1758, James Parker em 1976, Louis Vicat em 1818) que culminou com a aprovação da patente do cimento Portland (nome dado por a cor do cimentos ser parecida com a da rocha Portland) apresentada por Joseph Aspdin em Leeds em 1824 que se vai dar o grande desenvolvimento na aplicação do betão nas construções. Em 1885 concebem-se os fornos rotativos (Frederick Ransome) que permitiriam baixar substancialmente o preço do cimento.
Em Portugal a Industria do cimento inicia-se em 1894 com a fábrica de cimento Tejo em Alhandra.

As utilizações do betão ganham então nova dinâmica, não só em fundações como em pavimentos térreos e paredes, estas com uma textura concebida de forma a imitar a pedra.
O princípio do século XX é caracterizado por um desenvolvimento extraordinário na utilização e compreensão do funcionamento e possibilidades do betão armado. Esse desenvolvimento está associado à realização de numerosas patentes onde se indicam as bases de cálculo e as disposições de armaduras adoptadas para diversos elementos estruturais.
Entretanto, as potencialidades do betão armado são exploradas e aprofundadas pelos arquitectos, e inicia-se o uso do betão na arte da construção. Tendo em conta as raízes culturais no Portugal artesanal, na paisagem inspiradora, mas também na resposta aos desafios da mais alta tecnologia. Contudo, também surgem estruturas de ruptura…
Mas é um mundo de betão que queremos?! Ou será a Natureza o mais exímio arquitecto?!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Trépido

Nunca fui arrojado com os meus actos…
Nunca cometi uma acção arriscada de modo imprudente…
Não sou temerário, pois não sou precipitando, nem coloco em perigo a mim nem aos outros…

Corajoso… Talvez… Por caminhar sobre telhados em dias de chuva sem protecções ou medidas de segurança… Audaz por subir por andaimes elevados, atravessar passadiços instáveis, caminhar por lama, submergir em água e visitar túneis…
Intrépido por explorar lugares desconhecidos…

Mas todas as situações de risco deixam-me agitado e inquieto…
Trémulo em relação ao desconhecido e ao que poderá acontecer…
Fico com o coração apressado e as mãos a tremer.
Trépido, mas sem medo de enfrentar o que vem a seguir…
Pois ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias, de encantos e desencantos.

sábado, 17 de julho de 2010

Contacto

O contacto físico transmite uma relação consciente ou inconsciente e pode desencadear alterações metabólicas e químicas no corpo, as quais ajudam a equilibrar. A estimulação táctil e as emoções podem controlar e aliviar a dor e assim nos proporciona uma sensação de alívio e bem-estar. O contacto físico é uma necessidade biológica. E qualquer problema de saúde se atenua bastante sob a acção do contacto físico, que induz a um estado emocional positivo que por sua vez, ajuda o corpo em seu processo de auto-regulação. Por meio do contacto físico, pode-se instigar à motivação para diminuir o medo, a frustração e a sensação de desamparo. Infelizmente, nossa cultura impõe limites rígidos a nosso comportamento nesse aspecto. O contacto físico funciona bem, quando empregado com a mesma sensibilidade e cautela observadas nos outros métodos terapêuticos.

Como o homem interage com a natureza e o mundo que o rodeia à sua volta através dos seus "sentidos", o que o coloca em "contacto" com o mundo exterior, ao observarmos a Natureza e o Sol podemos dizer que sentimos as cores, que nos chegam primeiramente pela visão. Interessante observar a importância das cores porque só então percebemos: como seria imaginar o mundo em branco e preto?


Ao observarmos a natureza sentimos toda a sua harmonia e equilíbrio na sua condição de possibilitar a vida para todos os seres vivos: os animais, os vegetais e os seres humanos. A associação da natureza (harmonia+ equilíbrio) com o Sol (calor, luz e energia), nos é vital permitindo que tenhamos as condições ideais para que o nosso organismo desempenhe plenamente as suas funções. Existe uma interacção constante entre a natureza, o homem e o sol criando um elo importante.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Toque

O toque é o mais antigo dos sentidos conhecidos na visão evolutiva, antes não se fazia a interação dos cinco sentidos, nem a integração psico/física. O mundo é conhecido através dessa percepção inata que nos permite adquirir aos poucos a consciência do que nos rodeia, o conhecimento vai se fazendo pelo toque, o sentir e o armazenar pela nossa capacidade de percepção e de memória. A expressão: "Estar com os pés no chão" traduz uma relação podo-cefálica que tem importância na concentração e no equilíbrio, envolvendo concentração e consciência da proximidade de eventos e a sua capacitação.

Assim, desde antes do nascimento, ainda no ventre materno já podemos sentir o nosso Universo, através das sensações que nos são passadas pela nossa mãe através da sua pele, do seu toque carinhoso, da sua conversa e de seus batimentos cardíacos, o mundo nos é apresentado de uma forma diferente com a segurança, o conforto, o calor, o afecto que através dela sentimos. Protecção esta que desaparece a partir do nascimento. Há então uma ruptura com tudo aquilo que nos era conhecido, há um desequilíbrio, uma desarmonia. Passamos então a sentir o mundo através de nossas próprias sensações. De repente, todo aquele aconchego, protecção, aquela voz conhecida se confundem num Universo muito maior e desconhecido. Começa então uma nova etapa, um novo desbravamento, novas experiências que se darão pelo nosso "contacto" com o mundo, a pele então será o nosso maior aliado, nos fará sentir frio, calor, dor e estímulos tácteis. Será o nosso intermediário, com ela aprenderemos a nos conhecer.

O toque será então o nosso sentir, ao recebê-lo estamos sempre aprendendo, recebendo afecto, segurança, protecção, conforto, carinho, aconchego, amor, dedicação, afeição, confiança, estabelecendo vínculos, fazendo uma conexão com o passado. Ao nos sentimos mais amados, mais ligados formamos uma maior consciência corporal e psíquica, um maior equilíbrio emocional. Resgatando o que perdemos com a ruptura do nascimento.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Indicações

Os simples conselhos, recomendações ou informações não responsabilizam quem os dá, ainda que haja negligência da sua parte.
Quando alguém nos pede por direcções, não existe uma obrigação de dar a essa pessoa o caminho correcto a seguir… Mas diligentemente, procuramos transmitir e advertir sobre o caminho a tomar.

Mas somos responsabilizados se assumirmos os danos que um mau conselho, recomendação falsa ou informação errada possa ter causado… Ou se havia um dever de dar conselho, recomendação ou informação… Ou quando a nossa actuação constitua um crime…

Levemente, esboçamos um croqui do caminho a tomar… E aos poucos revelamos o melhor caminho a tomar, mencionando uma ou outra característica a ter em conta…
Mostrando a rota a seguir e, no fim, o destino…

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Owl City - Vanilla Twilight


I wish you were here…

terça-feira, 13 de julho de 2010

Limites

Não tenho limites!
Ou assim gostaria de acreditar… Os sonhos, as ideias não têm limite!? Mas têm…
E estamos sempre a impor a nós mesmos limites…
Afinal, vivemos dentro de paredes e vedações… Limitados temporalmente por prazos… Limitados pelo espaço geográfico em que nos movimentamos…
Limitados pela lei, a moral, a ordem pública, a natureza das coisas…

Por mais que nos custe ouvir, não podemos esquecer que os limites e as punições são uma constante nas nossas vidas.
Viver em sociedade significa obedecer a regras. Muitas vezes não percebemos, mas estamos constantemente a respeitar e a definir limites. Não seria possível viver colectivamente sem eles.

Os limites ensinam-nos como respeitar o próximo, facilitando a socialização, por isso devem fazer parte da educação. Uma vez que vivemos em sociedade, é necessário haver respeito pelas regras pelas quais esta se rege.
Quando um limite não é respeitado, é importante que haja um "castigo. Mas atenção, a punição deve ser sempre equivalente à gravidade do acto cometido e aplicada de imediato.
É importante deixarmos claro que "limite" é diferente de "repressão". O primeiro actua através dos castigos, enquanto que a repressão o faz através da culpa. O castigo age sobre o acto e a culpa sobre a pessoa.
Durante o nosso desenvolvimento, estabelecer e conhecer os limites é saudável quando estes se referem apenas aos actos, não desmerecendo ou desvalorizando a pessoa.

domingo, 11 de julho de 2010

Zoo

Um jardim zoológico, também chamado de zoológico ou simplesmente zoo, é um local específico para se manter animais, selvagens e domesticados, que podem ser exibidos ao público.
Muitas vezes os zoológicos são criticados pelas pessoas que acreditam ser errado manter animais presos em cativeiro.

Mas devido a uma mudança de atitude e da mentalidade das pessoas, com os avanços da tecnologia, entre outros factores, está fazendo com que os zoológicos sejam mais sofisticados.
Espaços novos são projectados para simular o habitat natural, que além de favorecer o bem-estar do animal pode ser usado para aprender os costumes naturais do mesmo, pois ao simular o estado natural, o animal terá reacções naturais.
Os zoológicos possuem vários objectivos, dentre os quais estão a pesquisa, a preservação e a educação, sendo que a diversão o menos relevante. Assim os zoológicos têm o papel de proteger os animais em vez de explorá-los.

O
Jardim Zoológico de Lisboa tem como missão desenvolver e promover um parque zoológico e botânico que opere como um centro de conservação, reprodução e reintrodução nos respectivos ambientes de espécies ameaçadas de extinção, através de investigação científica e de programas de enriquecimento ambiental.
Paralelamente, além de se constituir em valioso espaço de pesquisa, a instituição alia à componente educativa uma dinâmica componente de entretenimento, com diversos espaços e actividades à disposição dos visitantes.


Como visitante, atrevi-me a receber um beijo de um leão-marinho, a sentir a textura da pele de uma serpente e surpreendi-me com a vista do teleférico…

sábado, 3 de julho de 2010

Mãe

--- Em branco ---

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Skye - Love Show


Senta-te, dá-me a sua mão
Eu vou te dizer o futuro
Eu vejo-te, vivendo feliz
Com alguém que realmente foi feito para ti
Alguém como eu

terça-feira, 29 de junho de 2010

Workaholism

Há quem seja valorizado pela sua determinação, capacidade em superar obstáculos e dedicação. Há quem tenha tal preocupação com o desempenho profissional que seja capaz de abdicar de momentos de lazer com a família ou amigos em detrimento do trabalho. Nada de muito preocupante, se tudo isto for bem doseado. É que a fronteira entre ser um bom profissional, exemplar e motivador aos olhos de uma equipa, e ser considerado um workaholic (viciado no trabalho) é cada vez mais ténue. Estima-se que 10% da população portuguesa seja viciada no trabalho. Gente para quem a actividade profissional é tudo e ter uma mera semana de férias constitui uma fonte de sofrimento e angústia.

São em cada vez maior número e dizem os especialistas que constituem a face mais visível de um mercado laboral cada vez mais global e adverso. Jovens, competitivos e profissionalmente ambiciosos. Não sabem parar, trabalham onde quer que estejam, colocam a família e os amigos em segundo plano. Sofrem de ansiedade, stress, distúrbios do sono. Vivem para o trabalho, muitas vez não por necessidade mas por vício.

Em oposição ao abuso de substâncias como drogas e álcool, as opiniões divergem sobre se tal comportamento doentio pode ser considerado um vício. Mas o workaholism é uma condição que pode causar tanto dano mental como físico. Não só ao individuo mas como à organização de que faça parte.
Eles não procuram maneiras de serem mais eficientes, apenas estão à procura de formas de terem mais trabalho para fazer.
Além de desencorajar a eficiência, pode pôr o stress enorme em co-trabalhadores. Se o workaholic é um gerente, ele ou ela pode esperar longas horas de subordinados, pode forçá-los a tentar atingir padrões impossíveis e, em seguida, entrar na corrida para salvar o dia quando o trabalho é considerado inferior.
A pessoa pode parecer como um herói, entrando para resolver crise após crise, quando na verdade essas crises poderiam ter sido evitadas. Às vezes, o workaholic pode ter inconscientemente criado problemas para proporcionar a emoção infinita de mais trabalho.

À semelhança de outros vícios, os viciados em trabalho também demoram a reconhecer que têm uma relação problemática com o trabalho e a procurar ou aceitar ajuda. Justificam esta ligação excessiva ao trabalho, que supera a família, os amigos, os hobbies, dizendo que gostam muito do que fazem. Há quem só reconheça precisar de ajuda e tratamento depois de um grande susto ou depois de toda a vida em seu redor (estrutura familiar, saúde, bem-estar) ter desmoronado. Até porque, em regra, estes profissionais excessivamente dedicados tornam-se indivíduos com problemas de isolamento e dificuldade de relacionamento inter-pessoal.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Empate

Quando não alcançamos a vitória… Mas também não somos derrotados pelos nossos oponentes no mesmo jogo…
É a situação de empate, que paralisa-nos e não queremos aperceber-nos que a vida continua…

Por vezes estamos à frente, por vezes estamos atrás… Mas a viagem é longa… Não devemos deter-nos e ficar a empatar o caminho que outros poderão utilizar…

Lenda

A lenda é um caminho que dá sentido à existência pessoal de cada um de nós, que nos faz brilhar de dentro para fora. É um entusiasmo que brota dentro de nós, quando sentimos que o que estamos a fazer é o que devíamos estar a fazer nesse exacto momento, nesse exacto local. Isto acontece quando estamos a seguir a nossa Lenda Pessoal.

Contudo, nem todos nós temos a coragem de nos confrontarmos com o nosso sonho, com o potencial que está dentro de nós.
São vários os obstáculos que nos surgem ao longo da nossa jornada…

Primeiro são os preconceitos, as ideias feitas, o medo de não sermos capazes de vencermos os nossos medos e ultrapassar o sentimento de culpa…
Depois, o amor… De não querer magoar os que nos são queridos, sem apercebermos de estes estarão presentes a apoiar-nos nas nossas jornadas…
Por fim, os medos da derrota e da realização… Do vazio que se lhe segue ao atingir nossos objectivos… E da necessidade de traçar novos planos…

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Herói

Um herói destaca-se dos demais pelo seu feito…
Uma personagem que tem tanto de mortal como de divino…

A inspiração heróica surge muitas vezes a partir da problemática imposta por um ambiente ou situação adversa, cuja solução exija um feito grandioso ou um esforço extraordinário. Solução que exige o surgimento de um herói…

“Conhece-se o herói
Pelo que ele faz de valor
É o que o homem constrói
Que o faz vencedor.” (Paulo Câncio)

De facto, basta um momento, para transformar um homem num herói… Mas não é num momento que o transforma numa lenda… Um homem honesto é aquele que mantém a virtude da honestidade toda a sua vida…

sábado, 5 de junho de 2010

Natação

A maioria das pessoas gosta de água e de frequentar sítios com água, portanto é muito importante saberem ou aprenderem a nadar como uma medida de segurança. A natação é um dos desportos mais procurados visto oferecer muitos momentos de lazer e ser uma actividade que aumenta a resistência cardiovascular sem qualquer tipo de impacto nas articulações do corpo.

Aumenta a coordenação dos movimentos e a resistência cardiovascular que aumenta e circula o oxigénio por todo o corpo. Exercita o maior número de músculos do que qualquer outro desporto sem causar impacto nas articulações e problemas nos ligamentos.

Afinal, a natação é a nossa capacidade de nos deslocarmos na água… E o facto de o praticar, aumenta a nossa qualidade de vida…

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Piscina

Na realidade, não passa de um tanque com água tratada e controlada…
Mas é utilizada para fins desportivos e recreativos.
Ou será, a ligação mais sofisticada com os nossos antepassados marítimos… Se foi no mar que a vida surgiu!
Afinal, vivemos com esta estranha obsessão de nos banharmos…

Gosto de ficar submerso… Sinto-me leve, como rodeado e sustentado pelos sentimentos e pelas emoções… E o silêncio acalma o meu espírito. A resistência da água obriga-me a mover com harmonia.
Sinto-me seguro, num ambiente confortável… Apesar de, na verdade, ser perigoso… No entanto, é sempre uma experiência agradável…
Mas como preciso de respirar, volto à superfície… E é como voltar a encarar a vida e o mundo…

À beira de uma piscina, imagino estar à beira mar…
À beira de uma piscina, desfruto momentos descontraídos de diversão e convívio…

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Um Funeral À Chuva


- Porque a vida é bela demais para chorar…




Ao jeito de "The Big Chill" (Os amigos de Alex, de 1983)…

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Queixar-se

Somos uns eternos insatisfeitos… Descontentes com aquilo que temos… Desgostosos com aquilo que somos… Desagradados com os outros…
"O ser humano inventou a linguagem para satisfazer a sua profunda necessidade de se queixar." (Lily Tomlin)

Lamentamo-nos constantemente da nossa sorte (ou falta dela)… Apresentamos queixa aos outros e reclamamos de algo ou de alguém…
Lastimamos e manifestamos esse ressentimento pelo o mundo que nos rodeia ser incapaz de ser melhor para agradar e satisfazer, e exigimos e se façam valer os nossos supostos direitos…

Somos capazes de reconhecer no mundo que nos rodeia, as suas deficiências e de o censurar… Impedimos que o mundo que no rodeia nos ataque e combatemos corajosamente reclamando e expondo os seus agravos ou motivos de desgosto…
Mas somos incapazes de queixarmo-nos de nós mesmos, por não fornecermos nós mesmos ao mundo que nos rodeia aquilo que lhe falta… Numa falta de compreensão e de acção, somos incapazes de uma atitude construtiva de melhorar o mundo que nos rodeia… Somos incapazes de reconhecer em nós mesmos, a origem das deficiências de que nos queixamos…

Quando seremos todos capazes de dizer? "Não encontro defeitos. Encontro soluções. Qualquer um sabe queixar-se."(Henry Ford)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Casamento

Nasceu um novo conceito de casamento…
“Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código” (Código Civil português)…

Concordamos e perguntamo-nos o que afinal tem de inovador…
O facto de a Lei n.º 9/2010 de 31 de Maio excluir do conceito a expressão: “de sexo diferente”. O casamento contraído por duas pessoas do mesmo sexo, deixa de ser um acto inexistente, mas aceite segundo as disposições do Código Civil português…

Independentemente de concordarem ou não, ao Direito cabe admitir o que existe na sociedade… E sem formar juízos de valor e moralismos, definir regras, as melhores se possível, para regular estas situações…
O casamento nunca é fácil, seja ou não entre pessoas de sexo diferente… A verdade é que tudo depende de força de vontade e luta e que os parceiros estão dispostos a fazer. E o Direito á apenas um instrumento para dirimir conflitos…

segunda-feira, 31 de maio de 2010

c

A velocidade da luz, é geralmente arredondada em 300.000 km/s. Mas é de exactamente 299.792,548km/s…

A velocidade da luz no vácuo, simbolizada pela letra c, é definida como 299 792 458 metros por segundo, o mesmo que 1 079 252 848,8 quilómetros por hora. O símbolo c tem origem na palavra em Latim "celeritas", que significa velocidade ou rapidez. A velocidade da luz em um meio material transparente, tal como o vidro ou o ar, é menor que c, sendo a fracção função do índice de refracção do meio.

A unidade fundamental do SI para comprimentos, o metro, é definido, desde 21 de Outubro de 1983, como a distância que a luz viaja no vácuo em 1/299.792.458 do segundo; qualquer aumento na precisão da medida de velocidade da luz iria certamente refinar a definição do metro, mas não alterar o valor numérico do c.

Rita Guerra - À espera do sol



À espera da luz…

domingo, 30 de maio de 2010

Prerrogativa

Devido à posição que detenho ou que me colocam, à dignidade que obtenho por merecimento, possuo direitos e deveres… Mas também vantagens e privilégios inerente a essa dignidade…

Como qualquer privilégio, é uma vantagem ou direito que me é concedido a mim, que exclui os outros… Mas uma concessão consentida pelos outros…

Torna-se uma prerrogativa que me pertence. Um privilégio conquistado para poder executar algo, sem me encontrar coagido ou coibido… E a mim cabe decidir ou não…
“É minha prerrogativa…”

sábado, 29 de maio de 2010

Cartões

Já ouvi dizerem: “sem cartões, nem complicações”…
Mas a verdade é que a minha carteira enche-se de cartões de vários tamanho e materiais… De identificação, de débito, de visita, de apresentação…
Na realidade, a carteira nem tem a função de guardar dinheiro, mas de guardar cartões…
E existem tantos outros que ficam esquecidos nas gavetas… De Natal, por exemplo…
Há outros, que não tenho… E não espero vir a ter… Cartões de crédito…

Por muito que simplifiquem… Surgem outros cartões.
E não saimos de casa, sem levar uns tantos connosco. Simplesmente porque nos são úteis…
Procuro por um serviço, e reviro o monte de cartões de empresas e biscateiros que se encontrava numa gaveta…

E quando se oferece um ramo de flores. Como é bonito um cartão, com algumas palavras doces (ou não)…
Ou se oferece uma prenda, envolta em papel, de forma a esconder a oferta… Um cartão é agradável de se ler. Nem que seja apenas o nome do presenteado…

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cereja

Prunus avium

Cereja é o fruto da cerejeira, planta originária da Ásia, que deve ser cultivada em regiões frias. A cereja é um fruto pequeno, com 2 cm aproximadamente, arredondado, de cor vermelha, polpa macia e suculenta. Existem muitas variedades da fruta, todas contendo vitamina A, cálcio e fósforo.

As árvores que não produzem fruto são cultivadas como planta ornamental.
A cereja pode ser consumida ao natural, como sobremesa. É usada na preparação de conservas, compotas, bebidas como o cherry e o kirsh. Ao natural a cereja tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Dá um toque de elegância e sensualidade na decoração de doces, sorvetes, coquetéis.

Também dá um toque de corriqueiro num
festival com desfile, feira, grupos folclóricos e bandas de música popular…
De cómico e aterrador… Como em "The Witches of Eastwick"…

quinta-feira, 27 de maio de 2010

STEP

Caracteriza-se por ser uma actividade de grupo, que consiste em subir e descer uma plataforma, ininterruptamente, em que os movimentos são realizados em sincronia com a música, de batida bem marcada, utilizando exercícios que exigem mobilização de grandes quantidades de oxigénio, durante um período de tempo prolongado. Estes exercícios podem aparecer isolados ou encadeados.
É um trabalho vertical que se baseia em movimentos naturais, sendo muito eficiente em termos de trabalho aeróbico. Consegue conjugar um trabalho de grande intensidade e de baixo impacto. Podem também ser conjugados movimentos dos membros superiores, movimentos no solo e movimentos em propulsão.

Há um estímulo agradável e constante para a convivência em grupo, para a aceitação das nossas dificuldades (e dos outros). Há uma cumplicidade entre todos, incluindo os instrutores que não se cansam de elogiá-los… Pois quando essa cumplicidade não nasce, rapidamente se exige a substituição do instrutor…
E se não fosse este ambiente de camaradagem, certamente não teria criado em mim, o gosto por esta actividade…

Tudo isto aumenta a auto-estima, combate o stress, favorece uma maior percepção do próprio corpo…
E fez de mim, um fã incondicional… Ao ponto de ter adquirido uma destas plataformas… Pois, deixa-me feliz e a escorrer em suor…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sortelha


Aldeia histórica…

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nocturno

O que é o trabalho nocturno?
É aquele que, de acordo com o fixado em instrumento de regulamentação colectiva, se verifica entre um período mínimo de sete e máximo de onze horas, incluindo sempre o período das 0 às 5 horas.
E se não estiver fixado em convenção colectiva, qual é o período de trabalho nocturno?
É o período (de nove horas) entre as 22 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte.
Quando é que se pode considerar um trabalhador como trabalhador nocturno?
Quando pelo menos execute - três horas de trabalho normal em cada dia, ou - quando no ano, somado todo o trabalho nocturno feito, se conclua, que atingiu pelo menos, o montante de três horas multiplicado pelo número de dias de trabalho anual. A convenção colectiva, pode, porém estabelecer de modo mais ou menos favorável.

Consequentemente, adquirem-se direitos…
Mas compensará as noites não dormidas? Os dias passados a dormir num sono perturbado e pouco ou nada repousante? Viver num mundo às avessas?
É claro que os nossos corpos pedem o calor do próprio sol, e não apenas o seu reflexo na lua…

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Engate

Moralmente, abominamos a arte de engatar… Geralmente associamos ao namoro ou conquista amorosa de pouca importância ou com cariz meramente sexual… Á execução desta arte, relacionamos à procura de uma relação sexual, uma relação afectiva de pouca importância ou mesmo à prostituição…

Na verdade, a arte de engatar é a habilidade de seduzir, cujo objectivo é claro. A pretensão de ligarmo-nos aos outros, de ficarmos seguros ancorados a alguém… É um esforço para atrair companheiros através do nosso encanto pessoal, de engodos, seduções e carícias… E depois, atrelarmo-nos ao alguém que conquistamos…

Mas porquê abominamos esta arte?
Porque inclui manhas e astúcias… Inclui também certos artifícios…
Porque, na realidade, é a arte de enganar, de iludir, para em troca, obter um pouco de companhia… Companhia que não seria obtida se formos genuínos…

sábado, 8 de maio de 2010

Fluviário

A proposta foi: descobrir rios e lagos…
O projecto: uma viagem ao longo do curso de um rio, da nascente à foz…
Execução: visita ao Fluviário de Mora…

No Fluviário de Mora foi possível observar diferentes tipos de habitats e os seres vivos que neles vivem…
Foi possível conhecer espécies de água doce, algumas já desaparecidas dos rios portugueses, como o Esturjão, outras a necessitar de atenção urgente para continuarem a existir, como o pequeno Saramugo, e outras ainda e m situações menos delicada, mas todas elas necessárias ao equilíbrio dos ecossistemas.

O Fluviário é um conjunto de aquários, onde estão em exposição várias espécies de peixes de água doce e os cinco tipos de habitats existentes nos rios portugueses. O Fluviário tem quatro componentes: lúdica, turística, científica e ambiental.
O Fluviário tem o objectivo ambiental de repor as espécies, algumas já extintas, outras em fase de extinção. Desta forma, pode-se repor nos nossos rios várias espécies já extintas.

Aprendi muito… Que os peixes nunca dormem. Que uma rã quando coaxa em pleno dia é sinal de chuva. Que os cágados são mais antigos que os dinossauros. Que os peixes também vão à escola. Que as raias gostam de serem afagadas na barriga (para mim o momento alto da visita, não desprezando as lontras)…

domingo, 25 de abril de 2010

Tapada

Para quem visita a Tapada aos fins-de-semana na companhia da família e dos amigos, existem várias actividades à escolha…
Caças ao tesouro, visitas nocturnas, percursos pedestres, passeios de comboio, ao encontro das plantas medicinais, visitas ao amanhecer, jogos tradicionais, foto-orientação, percursos de BTT…
Criada por reis, para reis, é uma jóia da Natureza, Com uma área de 1187 hectares, a Real Tapada de Mafra é rodeada por um muro de alvenaria de pedra e cal, com uma extensão de 16 km.

Na Tapada de Mafra ocorrem algumas das espécies mais representativas da flora nacional. Entre as árvores destacam-se o sobreiro (Quercus suber), o carvalho-cerquinho ou carvalho-português (Quercus faginea) e o pinheiro-manso (Pinus pinea). Os seus povoamentos constituem o habitat de numerosas espécies animais.
A diversidade de habitats presentes na Tapada de Mafra (bosques, pastagens, matos e linhas de água) permite a existência de um grande número de espécies animais. Na sua maioria de pequeno tamanho e de hábitos esquivos, eles fazem parte do património natural português que a Tapada Nacional de Mafra tem orgulho em divulgar e proteger. A esta diversidade específica junta-se o elevado valor de conservação de algumas delas, como, por exemplo, a águia-de-Bonelli (Hieraaetus fasciatus) e o bufo-real (Bubo bubo).
Estas últimas, providenciaram um espectáculo de falcoaria…

Em resumo, é uma floresta em evolução povoada por inúmeros seres vivos…
Que vale a pena espreitar…
Não se encontra tapada, mas aberta a todos!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vivaldi

Numa biografia poderemos conhecer um pouco do percurso de vida de Antonio Lucio Vivaldi.
Nascido na carnavalesca Veneza a 4 de Março de 1678. A cidade italiana – conhecida pelas suas máscaras coloridas, gôndolas românticas e canais melancólicos - influenciou a sua obra.
A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. Seus concertos foram tomados como modelos formais por vários compositores, inclusive por Bach.

De sua obra conservam-se um grande número de concertos, sonatas, motetos, oratórios, serenatas, árias, cantatas e óperas. Apesar da fama que gozou em vida, Vivaldi tal como muitos outros compositores da época, terminou a sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez tiveram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda… Foi esquecido com o advento do classicismo.

Mas a sua música, para minha sorte, viria a sair da obscuridade…
Na sua música reconheço a sua sensibilidade e génio…
A sua música transmite à minha alma alegria e amor pela vida… Em simultâneo, dá-me serenidade e calma que me permite prosseguir o meu dia sem ficar irritado…
Quando escuto, sinto que me encontro num lugar distante… No cimo do monte a ouvir os pássaros, com o mar como pano de fundo…

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aguentar

Aguentar
Até não poder mais…
E entretanto, sacrifícios são executados e muita força e a paciência são dispendidos…
É preciso ter coragem para suportar uma qualquer situação mais difícil…
Persistir na ideia de que essa situação terá um termo, de qualquer modo como se apresente o seu final…

Ser perseverante… Constante, firme, pertinente…
E entretanto, sozinho e desprotegido… Uma dor que se sente por dentro e me torna vulnerável e fraco…


É necessário ter força…
E até onde somos capazes de aguentar?
Com amor-próprio e um pouco de fé nos outros… E talvez, também, alguma capacidade de distracção e abstracção… Somos capazes de aguentar qualquer prova…

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ocupado

Mais do que de falta de dinheiro, queixo-me da falta de tempo…
E apesar de disponibilizar tempo para tudo e para todos, é sempre insuficiente para prestar a devida atenção que merecem…
Apesar das prioridades estarem bem definidas e procurar evitar a desculpa da “falta de tempo”, tornei-me incapaz de atender a todas as solicitações…

Sou estranhamente feliz nesta situação bizarra… E não sei ser feliz de outro modo… Evito a ansiedade de esperar, as expectativas de desejar, as preocupações ao actuar constantemente e em várias áreas…
Sempre ocupado, não penso no que desejo e no que poderia ser…
Com a cabeça plena de actividade, posso dar-me ao luxo de manter o coração vazio…

Tão entretido com uma qualquer acção que equaciono a possibilidade de suplementos nutricionais apenas para me manterem em movimento e evitar a exaustão…
Tão ocupado que não vivo para além de tudo o que faço… Tão ocupado, que o tempo que dispenso para mim, faço para que esteja atento e concentrado em algo que não em mim…

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cadeira

Frequentemente, os estudos dos postos de trabalho recomendam uma cadeira e uma estratégia de formação que visam consciencializar o trabalhador a respeito da postura mais correcta a ser adoptada.
Achados da literatura e situações analisadas permitem criticar o referido modelo de intervenção, que prescreve cadeiras e posturas correctas como única alternativa de solução para os problemas identificados.

A "abordagem da cadeira" reduz o conceito de postura ao desconsiderar a dinâmica do aparelho músculo-esquelético e ao desprezar as outras funções do organismo implicadas na fisiologia
postural, como a função visual, a mecânica circulatória, a posição dos órgãos internos, o sistema neurológico.
Sustentando-se em um modelo redutor de ser humano, ou seja, o homem-máquina, elabora recomendações para a concepção de mobiliário incompatíveis com as possibilidades do corpo humano. A incompatibilidade gera conflitos entre os aparatos oferecidos pelo mobiliário e a utilização real que fazemos deles. Não é incomum verificar as pessoas dispensarem a oferta de conforto de um certo aparato do posto de trabalho, finamente detalhado, mas que não possui qualquer serventia prática.

Uma abordagem reduzida da situação do trabalho contentar-se-ia em avaliar as dimensões antropométricas, desconsiderando o uso que o trabalhador faz do seu mobiliário.
“A voz do ser humano não é um microfone, os seus ouvidos não são amplificadores, os seus olhos não são holofotes, as suas articulações não são polias” (Laville).
O ser humano não pode ser comparado a uma máquina. A máquina não tem uma ideia do mundo que a rodeia. O ser humano tem uma ideia e modifica esta ideia à medida que o mundo se transforma pela sua acção. Não seria esta característica a força do processo civilizacional humano?

Postura é o arranjo relativo das partes do corpo. A postura é o principal elemento da actividade do ser humano, ou seja, não se trata apenas de manter-se em pé ou sentado, mas de “agir” dando um suporte à tomada de informações e à acção motora no meio de trabalho. Vista dessa forma, a postura é um meio para localizar as informações exteriores e preparar os segmentos corporais e os músculos a fim de agir no ambiente. Trata-se, assim, de organizar o espaço em referência ao seu corpo para localizar-se, deslocar-se e agir numa perspectiva dinâmica.
A postura é um meio de expressão e comunicação, é um sinal da condição socio-cultural do indivíduo e, assim, meio de expressão da condição no grupo. Se não, como explicar os braços cerrados e presos para trás dos trabalhadores humildes que, por vezes, abaixam as suas cabeças para ouvir a sua hierarquia?
Por fim, e não menos importante, uma das funções da postura é proteger as estruturas de suporte do corpo contra lesão ou deformidade progressiva, independentemente da atitude (erecta, deitada, agachada, encurvada) nas quais essas estruturas estão a trabalhar ou a repousar.
A postura saudável seria o estado de equilíbrio muscular e esquelético no qual os músculos funcionam mais eficientemente e posições ideais são proporcionadas para acomodar os órgãos torácicos e abdominais.
A postura estereotipada é uma relação defeituosa entre as várias partes do corpo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Falência

A situação das empresas está muito difícil, não conseguem vender nem escoar os stocks. As linhas de crédito não são solução porque as empresas têm de oferecer garantias e não as têm" (Augusto Morais).
A crise económica provocou a
falência de muitas empresas e em consequência o desemprego de milhares de trabalhadores…

Só deve ser decretada a falência da empresa insolvente quando se demonstre economicamente inviável ou se não considere possível, em faces das circunstâncias, a sua recuperação financeira.


A falência acontece quando a possibilidade de recuperação deixa de existir … E num gesto, em jeito de eutanásia, nós colocamos um fim misericordioso à situação insustentável…

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Insolvência

É considerada em situação de insolvência a empresa que se encontre impossibilitada de cumprir pontualmente as suas obrigações em virtude de o seu activo disponível ser insuficiente para satisfazer o seu passivo exigível…
É considerada em situação económica difícil a empresa que, não devendo considerar-se em situação de insolvência, indicie dificuldades económicas e financeiras, designadamente por incumprimento das suas obrigações…

A empresa insolvente ou em situação económica difícil que se considere economicamente viável e julgue superável a situação que se encontra pode requerer em juízo a providência de recuperação adequada.
Constituem providências de recuperação da empresa: a concordata, a reconstituição empresarial, a reestruturação financeira e a gestão controlada…

Salvo regresso de melhor fortuna, instala-se a revolta e o medo naqueles de que tiram do rendimento do seu trabalho o seu sustento… E importa ter presente que a reestruturação nem sempre é viável…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Auditor

Com atributos pessoais demonstrados. E capacidade demonstrada de aplicar conhecimentos e saber fazer…
Auditar torna-se numa ferramenta eficaz e fiável de apoio a políticas e acções de controlo da gestão, proporcionando informação sobre a qual uma organização pode agir para melhorar o seu desempenho.
Desde que haja respeito por um conjunto de princípios…

Confiança, integridade, confidencialidade e discrição são essenciais para auditar.
O auditor terá de actuar com cuidado adequado à importância da tarefa que executa e à confiança nele depositada. Ter a competência necessária é um factor essencial.

E eu sou competente, de confiança e íntegro…

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Auditorias

As auditorias são uma ferramenta de gestão para monitorização e verificação da implementação eficaz de politicas, medidas ou meios para atingir fins, dentro de uma determinada organização.
As auditorias são também uma parte essencial das actividades de avaliação da conformidade, tais como certificação / registo externo e avaliação e acompanhamento da organização.

Um auditoria é um processo sistemático, independente e documentado para obter evidências, registos, afirmações factuais ou outras informações, que sejam verificáveis e relevantes para a respectiva avaliação objectiva com vista a determinar em que medida o conjunto de políticas, procedimentos ou requisitos são satisfeitos…
Portanto, uma auditoria é baseada em objectivos, âmbitos e critérios documentados.

Os objectivos da auditoria definem o que se pretende obter com a própria auditoria…
O âmbito descreve a extensão e os limites da auditoria, tais como os locais, unidades organizacionais, actividades e processos a serem auditados, bem como o período de tempo de duração da auditoria…
Os critérios são utilizados como referência para a determinação de conformidade e é permitida que incluem políticas, procedimentos, normas, legislação e regulamentos, requisitos do sistema de gestão, requisitos contratuais ou códigos de conduta…

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Limpar

Há um ano na Estónia a população conseguiu limpar o país num só dia.
As pessoas tiveram força de vontade, organizaram-se e a mobilização foi fenomenal!

Quem ficou a ganhar foi o país (o vídeo é impressionante):



Em Portugal foi lançado o mesmo desafio: "Limpar Portugal" no dia 20 de Março de 2010.
Inscrevam-se e divulguem por favor: http://limparportugal.ning.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cascada - Evacuate the dancefloor



Sempre que oiço, aumento o volume do som…
A caminho do emprego, pareço que estou numa discoteca…

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Luz

Não sei e reconheço a minha ignorância… Mas dizem que a luz é a fonte da vida, e principalmente a luz solar é a fonte de energia do que existe no nosso pequeno planeta…
É claro que estas afirmações não são absolutas e estão abertas a especulações e à existência de outras verdades ainda por descobrir…

A luz na forma como a conhecemos é uma gama de comprimentos de onda a que o olho humano é sensível. Trata-se de uma radiação electromagnética pulsante ou num sentido mais geral, qualquer radiação electromagnética que se situa entre as radiações infravermelhas e as radiações ultravioletas.

“No início Deus criou a terra e os céus. A terra era sem forma e vazia, havia plena escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e movia-se por cima da superfície das águas o Espírito de Deus.
Com isso Deus passou a dizer: "Que haja luz." Portanto veio a haver luz. Deus viu que a luz era boa e Ele separou a luz da escuridão. Chamou Deus a luz de Dia, e a escuridão de Noite. Veio a ser noite e veio a ser manhã, primeiro dia.” (Bíblia, Gênesis - Capítulo 1)
Principalmente, porque, obviamente, Deus não poderia trabalhar às escuras…
E penso na multitude de pessoas que sem a preciosa luz, são incapazes de executar as suas tarefas e travam com toda a sua actividade…

Mas todos nós podemos dar à luz… Nem que seja a colocar uma lâmpada… Ou a julgar que tivemos uma ideia brilhante…

O que não vislumbro, é a luz no fundo do túnel…

domingo, 8 de novembro de 2009

Jeito

Sem jeito, eu peço que desculpem o meu mau jeito, mas pelo jeito, não levo jeito para a coisa…
Daquele jeito de quem não gosta, tento dar um jeito de jeito a criar um texto de algum jeito…

Por não ter jeito, do jeito que vai é do jeito que dá… Oh, meu mau jeito…
De qualquer jeito não pode ser… Preciso de dar um jeito em consertar a situação, de jeito que daqui surga algo de jeito…

Mas, com jeito até consegui… Apesar de parecer incompreensível…
Contudo, posso fazer o jeito de reler… Pois para tudo, tem jeito…
É o meu jeito de dizer, que de jeito nenhum te vou explicar o significado de tantos jeitos…
E, depois, não tenho jeito… Mas sempre se dá um jeito, para conseguir um texto de jeito…

domingo, 18 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Kt Tunstall - Other Side Of The World



Como desejo que fosse simples…

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Outono


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Graffiti

Desde a pré-história que o Homem sente necessidade de se expressar no seu meio e as inscrições ou desenhos em rochas, muros e paredes são usados com vários significados e objectivos desde há muito tempo. Nos dias que correm, não é difícil para quem circula em algumas áreas das cidades e arredores deparar-se com uma enorme quantidade de figuras verbais e não verbais, de formas mais ou menos elaboradas, feitas ilegalmente (ou legalmente) com tinta spray em locais públicos ou privados, como paredes, muros, junto às vias de circulação e estações de comboios, enfim, um pouco por toda a parte, o graffiti é algo que podemos observar quotidianamente nas áreas urbanas e semi urbanas.

Deparámo-nos com as paredes e muros das nossas cidades e arredores, cobertas de desenhos coloridos, muitas vezes indecifráveis ao olhar do transeunte anónimo, mas que se tornaram demasiado presentes e evidentes no quotidiano de todos nós para que se possa por eles passar sem lhes conceder-mos um olhar mais demorado e sem despertar a curiosidade de qualquer um sobre estes “artistas anónimos”. No entanto, o graffiti é considerado pela generalidade das pessoas uma prática vândala, destrutiva e ofensiva, às normas e regras da sociedade, que visa desafiar a autoridade, perpetrada por jovens delinquentes e marginais. De facto trata-se de uma actividade que, sendo proibida por lei, não se compadece com as normas socialmente vigentes.

Graffiti – Arte ou Vandalismo?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Êxito

Não vou divulgar os meus segredos porque muito provavelmente não resultarão a não ser em mim, mas acreditem no que afirmo.

Cada um de nós aspira ao sucesso e se entusiasma com ele. O insucesso contínuo é frustrante; o insucesso ocasional pode gerar reacções salutares.
Pode motivar-nos a esforçarmos mais… Pode ajudar-nos a compreender as nossas falhas…

Mas daqui resulta que as actividades devem ser planeadas em função das nossas capacidades de sucesso.
Os bons resultados devem ser dados a conhecer quanto antes, para que funcionem como reforço… E o trampolim para novos sucessos…

domingo, 27 de setembro de 2009

Necessidades

A nossa busca para satisfazer cada uma das nossas necessidades é incessante…

São várias e de diversa natureza…
Necessidades fisiológicas, necessidades psicológicas, necessidade de segurança, necessidades afectivas, necessidades de consideração, necessidade de realização pessoal, necessidade de saber, necessidades estéticas…
São tantas que é escusado enumera-las.
E Maslow hierarquiza as necessidades, ilustrando-nos quais as necessidades mais prementes para todos nós… E as necessidades que pretendemos realizadas para sermos felizes…

Mas temos necessidade de tudo o que nos rodeia e consideramos imprescindível?
Ter… E querem possuir mais…
Ser… E julgam ser mais do que os outros…
O que realmente é necessário para sermos felizes? E todas as necessidades são irrelevantes…

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Motivar

Motivar é criar situações que levam o indivíduo a querer agir e incentivar será fazer com que a motivação não diminua. O indivíduo está motivado que sente uma necessidade que leva a interessar-se por algo e com propósito de alcançá-lo, a fim de obter auto-satisfação.
Logo, toda a motivação deve basear-se nas necessidades do indivíduo…

Em última análise, motivar é levar alguém a aplicar-se…
Criar condições para que alguém esteja disposto a realizar voluntariamente certos esforços…

Vislumbra-se um objectivo capaz de satisfazer uma necessidade…
Tem início a acção para solucionar a dificuldade… Satisfazendo-se essa necessidade…

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Propósito

Induz, dirige e mantém a acção… É um fenómeno interior, a razão íntima que nos leva a agir, a querer agir...
O propósito é um motivo que se torna consciente para o indivíduo, impelindo-o intencionalmente à acção para alcançar o objectivo de motivação.

Para que o indivíduo persista nos seus esforços para alcançar os objectivos ou satisfazer uma necessidade, lançamos mão aos incentivos…
O propósito da motivação consiste em despertar o interesse e o desejo de agir, dirigindo os esforços dos indivíduos para atingirem metas definidas.

À medida que o indivíduo se desenvolve, mais motivos surgem…
Motivos para satisfazer a necessidade de realizar o nosso propósito de vida…

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Motivação

A motivação é o processo que se desenvolve no interior do indivíduo e que o impulsiona a agir mental e fisicamente. O sujeito motivado está disposto a dispensar esforços para alcançar os seus objectivos.
A motivação consiste em despertar o interesse e o desejo de agir, dirigindo os esforços para atingir metas definidas.
A motivação conduz-nos a aplicar-nos mais e melhor… E uma maior satisfação quando são atingidas as metas…

A motivação é uma condição interna de cada indivíduo, mistura de impulsos, propósitos, necessidades e interesses que levam as pessoas a agir. Mas, todo o comportamento depende de estímulos externos e do indivíduo: a mesma solicitação pode provocar comportamentos diferentes em pessoas diferentes e até na mesma pessoa, desde que em situações internas e/ou externas diferentes.

Toda a nossa acção é impelida por motivos, por necessidades, por propósitos.
Motivar é suscitar um motivo, incentivar é reforçá-lo.
Mesmo por meio de ameaças, repreensões e mesmo castigos…

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paisagem

Transformamos, criamos, chegamos a todo o lado…
A paisagem muda a nosso gosto e vontades…

Capotamento

Um normal dia de trabalho…
Igual a muitos outros dias de trabalho…
Apenas diferente pelo facto de ser uma segunda-feira… O regresso ao trabalho depois de mais um fim de semana…
Uma segunda-feira igual a tantas outras…

E num momento, tudo e nada, é igual, semelhante ou sequer parecido…
Tudo muda…
O estrondo é o alarme…
E a vida dá uma volta… Vira ao contrário… Capota…

Um normal dia de trabalho transforma-se num ápice, o dia em que tudo muda para uns…
Um normal dia de trabalho pode ser o último dia…

_______________

Dedico à vítima mortal do capotamento na construção do Túnel do Covelo - A41 - em 21 de Setembro:
Alexandre Manuel Dionísio, 33 anos, condutor/manobrador, residente na freguesia de Valada no concelho de Cartaxo (Santarém).
Paz à sua alma.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lar

Mais do que um espaço que me pertence… Uma estrutura que me proteja da chuva e do vento… Um refúgio do mundo que me rodeia e dos outros…
Mais do que uma casa que habito e onde durmo depois de um longo dia fora de casa…

Penso num lugar meu… Em que poderei arranjar o espaço ao meu gosto. Com os materiais disponíveis mas criteriosamente escolhidos por mim…
Num lugar que evoluirá comigo…

Penso num lugar meu… Num lugar que faça parte de mim e eu faça parte desse lugar… Num lugar que seja uma referência da minha identidade, do meu «eu» …
Penso em ocupar o meu lar… Onde posso pousar a minha cabeça… E sentir-me em casa…

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Escrevinhar

Para impedir-me de sufocar nas incertezas do futuro…

A minha vontade de conversar é considerável porque necessito manter a minha mente ocupada… Mas não há ninguém que me compreenda…
Não há ninguém que me escute… Nem eu mesmo…
Por isso escrevo num pedaço de papel…

A minha vontade de rabiscar é considerável porque necessito manter a mente ocupada… Senão o meu espírito divaga por assuntos que deverão permanecer intocados ou por assuntos para os quais a minha atenção nunca foi chamada…
Preocupo-me com o que não existe e não acontece… Reviro-me em busca por opções talvez tomadas ou impensadas, que ao momento, trata-se de demasiado tarde…

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Recomeçar

Não é tão fácil reiniciar…
Fica para sempre a mágoa em nossos corações…
Não é tão fácil recomeçar…
Mesmo que haja mais conhecimento e sabedoria para evitar anteriores erros…

A motivação é diferente… A emoção, a atenção, o interesse e até mesmo a comoção é diferente…
Os sentimentos encontram-se viciados… Nem tudo é novo e emocionante…
E a reacção para as novidades não é de encantamento, mas num espírito de como vai modificar os habituais trâmites a que acostumámo-nos no passado…

O esforço dispendido é avaliado com subestimação e de modo negativo… Com uns laivos de uma obrigação moral que nos desgasta…
O prazer é menor…
Mas tentamos recapturar tudo o que foi perdido… E recomeçamos…
Porque parados somos nada…

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dançar

Não sei dançar…
Não sei mover o meu corpo de modo cadenciado… Seguir os passos e os movimentos e gestos estabelecidos…
Não é apenas por não me terem sido ensinados os passos… Por nunca ter feito o esforço de ir em busca da aprendizagem… Ou esquecer-me de tudo para além do básico…

Não sei dançar porque não levo o jeito… Não é um dom que me seja inato, mas uma habilidade que tem de ser treinada com dedicação. Há necessidade de lhe consagrar tempo e devoção…

Entretanto movo, salto e giro, de um modo desregrado… Sem ritmo…
A observar os outros…
“Queixam-se muitos de pouco dinheiro, outros de pouca sorte, alguns de pouca memória, nenhum de pouco juízo” (Marquês de Maricá)…
E estou a queixar-me porque não sei dançar!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

James Morrison - Wonderful World



Saber, eu sei... O mundo é maravilhoso…
Mas não é o que sinto…
Pensava que tudo decorria bem, mas enganei-me…
Apenas apetece-me chorar…
Mas o mundo não deixa de ser maravilhoso…

domingo, 13 de setembro de 2009

Chorar

São vários os motivos porque choramos…
Mágoa, dor, tristeza, alegria, ansiedade, timidez, desapontamento…
“A vida obriga-nos incessantemente a chorar, quer por antecipação, quer por recordação” (François Chateaubriand)…
E torna a nossa existência suportável ao verter os nossos sentimentos calados pelo orgulho...

Orgulho pela condição de ter de ser forte…
Sorrio para não verter lágrimas de tristeza…
Mas há sempre um espaço, um canto, em que podemos isolar-nos e deixar os sentimentos libertarem-se e tomar conta do corpo e do tempo…
À noite, até adormecer…

Sem esquecer o motivo que nos faz chorar… A emoção diminui de intensidade…
E permite-nos a sentir outras emoções, a viver outros motivos que voltarão a fazer-nos chorar…