sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Temporal

À noite, sentado a ler, perto de uma janela, de repente, toda a divisão é iluminada por uma luz forte mas pouco duradoura…
Olho em direcção à janela e de seguida segue-se um estrondo grave que estremece os vidros…

Como uma ovação de um espectáculo que termina, as gotas de água batem no pavimento num som quase ensurdecedor…
O vento sopra, mas o seu som encontra-se abafado… Apenas o sinto ao abanar as portadas da janela…

Puxo para cima a manta que me cobre as pernas e encolho-me no sofá, como para proteger do temporal que decorre do outro lado da janela…
Prossigo a leitura e esqueço-me do momento…

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