terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Dois

Estou a par de que há um par de meses… Não… Há precisamente dois meses que navego pela blogosfera… E rabisco neste registo porque tenho um par de ideias, reflexões, pensamentos, opiniões, conclusões, assim por diante… que procuro exprimir, juntamente com a narração de acontecimentos, actos, factos, etc.

Enfim… A minha perspectiva do mundo que me rodeia e do meu mundo interior.
Dois mundos, que não formam um belo par. São, de todo, díspares… Mas ambos, irreais…
São um casal conflituoso em procura de harmonia… Dependentes, um do outro… Inter-ligados como gémeos siameses… Ou duas faces da mesma moeda...

A dois... ou ao par?
Os mundos dançam… Perigosamente juntos…

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Stonebridge - Music Takes Me


Fechem os olhos e escutem... Para onde a música nos leva?

Até onde a imaginação alcançar...


domingo, 13 de janeiro de 2008

Música

A música (a arte das musas) é definida basicamente como uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo.
Mas independentemente das suas origens e história. Independentemente de ser considerada como uma forma de arte, uma actividade ligada a manifestações de ordem estética por parte do ser humano. A música é uma forma de expressão encontrada em todos os grupos humanos…

A verdade é que sentimos falta quando não escutamos as nossas músicas favoritas e que mais nos agradam… A música está presente nas nossas vidas…
É difícil imaginar-nos sem a existência de música porque somos todos melómanos…

Mas a música não é um mero entretenimento, uma fonte de prazer. Além de funções culturais, também possui funções sociais e terapêuticas…
A música atrai e envolve-nos, motiva e eleva-nos a auto-estima, estimula e aumenta a nossa sensibilidade, a criatividade e capacidade de concentração…
Mexe e acompanha, mas também manipula, as nossas emoções…
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Melomania
do Gr. mélos, melodia + manía, loucura
s. f.,
paixão pela música.

In http://www.priberam.pt/

sábado, 12 de janeiro de 2008

Praia

Apesar de ser um dia de inverno, o céu apresentava-se pouco nublado. Um dia que convida a sair e a passear… Meu destino, a praia.
No topo da lista de lugares onde alguém se dirige durante os dias de calor, é no inverno que mais visito a praia…
Não sou o único… Outros, com amigos e / ou familiares, e até mesmo com os seus animais, apanharam a estrada sinuosa que ondula através da serra com destino à praia de areia enegrecida…

Na esplanada do café contemplo o grande mar que se espalha à minha frente… Leio algumas notícias de jornal… Pois, comigo, desta vez, veio companhia, mas não um livro…
Revejo algumas memórias que a visão do mar me traz, e reconheço a sorte de sempre ter conhecido o grande mar…

Empreendo numa caminhada pela areia à beira mar… Onde a maresia é mais intensa, o som da arrebentação me embala, observo de perto a espuma branca e sinto a areia debaixo dos meus pés…

Do alto do promontório, miro o crepúsculo, a passagem entre o dia e a noite, enquanto o astro-rei oculta-se por detrás da linha do horizonte…

Termina, assim, um dia mágico…

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Anotar

Tomar notas é um processo de seleção de informação para posterior aproveitamento.
No meu caso, é para suprimir eventuais falhas de memória... Pois não é minha intenção faltar a compromissos, eventos ou esquecer pensamentos importantes...

Existem agendas que ajudam a planear as actividades e tarefas… Existem cadernos e até os mais práticos blocos de notas… E até os blocos de notas autocolantes, normalmente amarelas, conhecidas por “post-it ™”. E outros meios que a tecnologia e o progresso vão-nos dispondo…
Podemos, também, tomar notas em papéis que ficam espalhados em nossas áreas de trabalho ou transportamos connosco, acumulando-se…

A amontoar é o que acontece às folhas de papel que se tornam em, apenas, rascunhos… A minha consciência ambiental não me permite enviar para reciclagem antes de reutilizar a face das folhas de papel que permanecem em branco.

Cortadas em tamanhos mais fáceis de manusear (ou não), são mantidas em conjunto por molas de orelha metálicas e anoto o que me vem à mente, que esteja em aberto e necessite de solução, anotações importantes ou não, complicadas ou fáceis, de casa, do trabalho… São os meus blocos de notas...

Úteis, por vezes, não são o suficiente...
Principalmente, quando me esqueço de anotar...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Banquete

Em “O Banquete”, Platão relata, em segunda mão, um banquete que decorreu em casa de Agatão, no ano de 416 a. C., o qual festejava a sua primeira vitória no festival do teatro de Dionísio em Atenas.
Nem todos se conheciam, nem eram completos estranhos para todos… Mas todos os convivas se sentaram e conversaram sobre o tema do Amor…

De facto, ninguém, em toda a sua existência, habita num ermo… Nenhum homem é uma ilha e seja sempre solitário… Até um anacoreta, só o é por algum tempo e por vocação…
Somos seres sociais que temos uma necessidade de conviver…

Através do convívio podemos aprofundar a nossa intimidade com quem convivemos, sejam familiares ou amigos… Através do convívio entramos em contacto com estranhos e cria-se a possibilidade de novas amizades, e se for o caso, encontrar o par ideal…

No meu banquete de hoje: comemos, bebemos e convivemos…

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Anacoreta
do Lat. anachoreta < Gr. anachoretés < aná, choréo, retirar
s. 2 gén.,
religioso ou penitente que vive na solidão;
cenobita;
solitário.


In http://www.priberam.pt/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Limão

Um pequeno truque... Se quiser mais sumo, antes de cortar o limão, devo previamente aquecê-lo apenas um pouco. O sumo que extraio dos limões constitui um tónico e bactericida, mas sou incapaz de o tomar no seu estado puro. A acidez afecta-me o estômago, e dizem que é apenas para quem quer emagrecer.

Com o sumo, não faço apenas limonadas, mas também utilizo em molhos, aperitivos, xaropes e doces. Há quem também o utilize para xaropes, produtos de limpeza e até para perfumar o ambiente...
São muitas e diversas as aplicações que posso dar a este fruto... Então, corto uns pedaços de sua casca e junto à água que começa a ferver, e espero... Já na chávena adiciono mel para adoçar...

Bebo bem quente, antes de deitar... E resumo as várias maravilhas às quais atribuem ao limão que favorecem o nosso bem-estar e saúde... Por isso, não admira que não haja (ou quase) quem não saiba o que é um limão...
Mas intriga-me, porquê quando encontramo-nos insatisfeitos com as nossas vidas e de temperamento ríspido, estamos “azedos como limão”?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Paciência

"O tempo e a paciência são dois eternos beligerantes" (Léon Tolstoi).
O tempo nunca pára e questionamos se temos tempo para perder. As tarefas e as situações que nos surgem em nossas caminhadas, devem ser resolvidas. Dar-lhes uma solução mesmo quando não é possível pôr-lhes um termo…

Saber esperar, ter calma, manter sob controlo as nossas emoções de raiva e frustração, enquanto aceitamos (ou fingimos aceitar) os erros ou os factos que não pretendíamos assistir… Respirar fundo… Aguardar…

Optámos e suportamos… Ficamos quietos…
Na paciência adquirimos a nossa alma (Sören Kierkegaard), a nossa individualidade… E algo que era pretendido, está prestes a ser obtido…
Talvez alívio, porque “nunca houve um filósofo que conseguisse suportar pacientemente uma dor de dentes” (William Shakespeare).

Contudo, paciência não é solidão, nem uma pausa… Enquanto espera, o tempo não pára, mas também não deixamos de viver…

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Inverno

Com receio do frio, enrosco-me… Coloco uma manta sobre as pernas e espero…

Meu quente e frio sol de inverno aquece-me nesta mágica estação…

domingo, 6 de janeiro de 2008

Estranhos

As últimas figuras são finalmente colocadas para concluir o presépio. Os Reis Magos surgem, vindos do deserto... Seguindo uma estrela trazem presentes... Desaparecem no deserto de onde apareceram...

Nas nossas caminhadas também surgem figuras vindos praticamente de nada... Seguem os seus próprios caminhos e presenteiam-nos com conhecimento, alegria ou tristeza... Fazem-nos também pensar e dão-nos uma perspectiva refrescante de nós mesmo...
São os eternos desconhecidos e ignorados, as pessoas estranhas com quem nos cruzamos e não deixam registo da sua existência (ou quase)...

Num único momento, os nossos caminhos interceptam-se para, provavelmente, nunca mais virmos a encontrarmo-nos... No momento seguinte regresso ao deserto de onde surgi...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Colo

Confuso com o mundo que me rodeia, estou preocupado se ainda sou apto a continuamente adaptar-me e ser aceite por este.
No aconchego dos teus braços sinto o conforto e a segurança que preciso para repousar da minha longa caminhada.

Nos teus braços existe uma declaração de amor e amizade.

Num abraço existem duas pessoas que existem em momentos diferentes e também possuem necessidades diferentes. Mas, quando não aperta nem sufoca, é um acto de afecto.
Num abraço cingimos nos nossos braços um outro ser. Reconhecemos e admitimos a existência de alguém para além de nós.O abraço é a capacidade de reconhecer e acolher. Abraçar é aceitar.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Exemplos

Desde que me lembro, encontro-me a observar tudo e todos, a examinar atenta e minuciosamente o mundo que rodeia...
É confuso, complicado, caótico, pleno de pequenos detalhes... Os comportamentos, aparentemente, sem sentido e significado... Os acontecimentos sem nexo e enigmáticos...

A tendência natural é em imitar e, se possível, fielmente... Todos, ou quase todos, os gestos, movimentos e palavras são recriados... O ponto de partida: algo que ficou representado na minha mente porque, por algum motivo, reparei na sua realização...
Sem saber discernir o certo do errado, sem compreender a amplitude da área cinzenta entre um e outro sou repreendido, gozado ou ignorado... Reconheço que nem tudo pode ou deve ser imitado...

As minhas capacidades são agora diferentes, e apesar de ainda não compreender o mundo que me rodeia, tenho a noção de que apenas podemos aprender com os outros, mas é inútil imitar...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Love And Other Disasters

- Já pensaste que essa coisa de "amor verdadeiro" pode ser uma conspiração?
- Uma conspiração?
- Sim, uma conspiração capitalista. Uma mentira programada pelas indústrias do cinema e música. Tudo empurrando essa coisa, esse conceito que não existe!
- Amor verdadeiro não existe?
- Bem, pensa nisto. Onde está, além das músicas, livros e filmes? Quero dizer, quem pode honestamente dizer "Eu sempre vou te amar"?
- Whitney Houston?
- Sim. Quando está pedrada em crack. O importante é que todo mundo está triste porque estão procurando por essa coisa inexistente ou estão tristes porque acham que se contentaram com menos.
- Eu não estou triste. E acredito em amor verdadeiro.
- Sim, é por isso que ainda está dormindo com o teu ex-namorado.


Porque a vida e, especialmente, o amor, principalmente, o "amor verdadeiro" não é como no cinema...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Passagem

Existem limites (reais ou não) que se desenham... Posteriormente, e se nada nem ninguém (ou mesmo, nós próprios) nos impedir, atravessamos...

São instantes... Pequenos momentos... Por mais tempo que demore...
Celebramos, apreciamos, ou ignoramos, mas sempre evidenciamos o evento, a nós mesmos, e por vezes a outros... Um pequeno passo, e transpomos um marco, um rio, um mar, terras e, por vezes, mundos inteiros...
Rapidamente, uma fase da nossa evolução, pertence agora ao “antes”, passa a fazer parte da nossa caminhada pelo mundo percorrido e contemplamos a paisagem que se espalha diante a nós...

Mas antes de seguir caminho, um conselho... Uma pequena vista de olhos... Pois poderemos querer regressar e repetir...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Marco

Nem sempre nos surge um mar que nos impedes de caminhar em frente. Nem sempre nos surge um rio, em que uma vez atravessado, é o “outro lado do rio”… Nem sempre o que nos rodeia é, por si, um sinal de demarcação… Nem sempre é fácil demarcar um ponto, a partir do qual, damos início a uma nova fase das nossas longas caminhadas…

Por vezes, criamos marcos que delimitam etapas, que, em princípio, não são diferentes, mas pretendem-se bastante diversos… Criamos marcos resistentes às intempéries…
Os limites são fictícios, pois não houve lugar a um facto fora do ordinário… Falsos e/ou imaginários, separam e vedam as nossas jornadas neste mundo…

Visto serem ilusórios, com o tempo, a sua importância pode desvanecer no meio de muitos marcos de igual natureza… Todavia, nem todos os marcos são iguais, e até pode haver um tipo de marco único, em toda a nossa caminhada…

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Coldplay - The Scientist

Como o tempo não volta para trás de modo a emendar os acontecimentos, preparamo-nos para o futuro... Armados com esperança e sonhos...

domingo, 30 de dezembro de 2007

Novação

Aproxima-se um marco de novação, e teremos uma vida nova?
É a nossa vontade, o “animus novandi”, em estabelecer novos objectivos que dão lugar a uma novação; pois não existe uma novação automática, por força da lei… Trata-se de um marco de novação, pois é essa a nossa intenção…

A novação é uma forma de extinção de obrigações, da qual resulta nova obrigação, em substituição à outra que fica extinta.
Nas vestes de nova, encontramos adstritos às mesmas prestações, aos mesmos vínculos… Em mente, temos novos objectivos e futuras obrigações a contrair…

A novação é a possibilidade de revermos o caminho que percorremos, e perguntar-nos se dirigimo-nos aos destinos pretendidos… A nova obrigação, os planos traçados…

sábado, 29 de dezembro de 2007

Planeamento

Aproxima-se um marco de novação, e traçamos planos…
Essencialmente um acto de preparatório que se destina a estabelecer os propósitos, os fins, ou seja, determinar os objectivos, os passos necessários para atingir o que intencionamos… Por vezes, também são estabelecidas as etapas, os prazos e os meios para a concretização dos objectivos delineados…

O processo consiste em preparar, determinar e estabelecer os vários planos de actividades que procuraremos executar, uma vez que sabemos onde queremos chegar, e temos conhecimento com o que podemos contar…

Mas se os objectivos são demasiado vagos, difíceis de medir, impossíveis de alcançar, irrealistas ou sem um calendário apropriado, será que pretendíamos, de facto, atingir o pretendido?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Inventário

Aproxima-se um marco de novação, e executamos um inventário…
Essencialmente uma medida de protecção que se destina a evitar prejuízos e a distribuir, de forma justa, o nosso “património”…


O processo consiste na contagem e, se possível, na verificação de todos os “stocks” que compõem o nosso “património”… Procura-se apurar toda a verdade, para que a sua “distribuição” seja efectuada com igualdade e justiça…

Cada um, faz este “controle de stocks” segundo os seus parâmetros e procedimentos, atingindo o nível de exactidão pretendido e implementação de medidas correctivas (se necessário) para correcção de qualquer desvio detectado…

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Vaidade

Seremos criaturas estranhas, por sermos vaidosas? O que há de errado em cuidar da nossa aparência? Não será por isso que permanecerei em frente de um espelho, e venha a desejar algo que não sou… Não será para conquistar um pouco de admiração pelos outros, pois não procuro cultivar ilusão…

Mas é em vão, pois é fútil e de muito pouca duração, tudo o que faça, o tempo levará consigo… Mesmo que tudo se transforma em pó. A vaidade me ajuda a disfarçar, mesmo sem esconder. Sou vaidoso e tudo o que faço, é vaidade…

Não será antes a vaidade de uns, que julgam saber tudo, e tudo é explicado ao seu modo que torna tal característica indigna…? A carência a falta de auto-estima, por detrás de uma máscara, que torna a vaidade, desmerecedora de confiança…?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Blogoprenda

Fui nomeado porque escrevo pequenos textos que são minhas histórias, meus pensamentos, meus estados de espírito, meus sentimentos, meus segredos...

Nomeado para o "
Blog de Elite" criado por Grilo...


E passo a designar quem nomeio:



Mim http://oblogquetevequeternome.blogspot.com/



Gione http://sofaltaumtrintaeumnaminhavida.blogspot.com/



João Mateus http://fightingspirits.blogspot.com/



Absence http://insustentavelausencia.blogspot.com/



Wednesday http://h2otinto.blogspot.com

Sei que devo dar, pelo menos um motivo para cada um dos meus nomeados... Mas o motivo é invariavelmente o mesmo: porque são suas histórias, seus pensamentos, seus estados de espírito, seus sentimentos, seus segredos...

Após

O evento termina?
Para muitos de nós, sim. O espectáculo acabou e o pano desceu… Mas ainda há muito para fazer e que reclama por atenção.
Muitos pormenores escapam para quem foi apenas convidado a assistir. Mas o mesmo não acontece para quem participa…


O fim do espectáculo, que se deseja ser intenso, é lamentado. Contudo, seus participantes encontram-se num ponto em que estão prestes a desfalecer. Mas o descanso terá de esperar para depois… Há muito para fazer, antes de finalmente, colocar o evento para trás.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Costume

Um costume trata-se de uma prática repetida de uma determinada conduta que se relaciona com uma convicção de obrigatoriedade.

Não somos estátuas imóveis. Estamos sempre a actuar sobre o mundo que no rodeia, seja ou não, intencionalmente, com os nossos usos, rotinas e práticas constantes…
Os nosso comportamentos, o modo de actuar sobre o mundo que nos rodeia, caracterizam-nos… Mesmo que não sejam inalteráveis, pois somos criaturas de mudanças. Mas individualizam-nos quando descrevem os procedimentos de actuação que adoptámos…

Todavia, a certeza e a firmeza das nossas opiniões e crenças, conduz-nos a acreditar na necessidade e inevitabilidade de certos comportamentos e procedimentos em que é forçoso realizá-los… Sejam bons ou maus costumes…

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Antecipação

Surge-nos em crescendo… A calma encontra-se perdida… A ansiedade aumenta, gradual e progressivamente, de intensidade. O acontecimento, previsível, e por vezes, ensaiado, é aguardado com impaciência.
Não podemos recostar-nos sem sentir culpa de deixar algo incompleto…

O tempo passa e o prazo expira. E podemos desejar que tudo tenha terminado, e reencontrar uma vez mais a nossa paz perdida… Torna-se inevitável desde que não desistamos no último momento possível.

Não precisamos de sofrer silenciosamente pelas mudanças na nossa rotina, por antecipação…
Preparados (ou não), que tudo corra pelo melhor…

domingo, 23 de dezembro de 2007

Preparação

Verifica-se todos os pormenores e reúne-se todos os ingredientes e instrumentos. São então dispostos por uma ordem que consideramos lógica. Nada pode faltar, nada pode correr mal, mas nem sempre é o que acontece…

A organização, cabe a nós… Não existe a melhor organização, mas aquela que mais nos convém e melhor adaptamos… Mas não significa que não possamos ouvir um conselho, melhorar num ou noutro aspecto…

Seja a primeira vez, uma repetição, ou mesmo algo que fazemos normalmente, há sempre algo que não faz sentido ou discordamos, mas tentamos seguir as indicações, de outros e até de nós mesmos…
Preparados (ou não) lançamo-nos à tarefa e procuramos levar a efeito o que nós próprios propomos cumprir… E seja o melhor de sempre…

sábado, 22 de dezembro de 2007

Yule

Solstício de Inverno, a noite mais longa do ano, e por conseguinte, o dia mais curto. A duração dos dias começa a aumentar.
Tempos para reflexão sobre a forma como tudo e todos se inter-relacionam, para fundir memórias e para celebrar o regresso da luz.
Dia em que se festeja o Sol, o trovão e o fogo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Mensageiro

Normalmente esquecidos, os mensageiros bem sucedidos, podem salvar vidas, ganhar guerras e até mesmo libertar países. Mas apenas transmitem a mensagem que carregam consigo, não são os responsáveis pela transmissão da informação, no entanto, foram fundamentais.

Nem sempre todos, a quem queremos bem, estão por perto. O contacto directo não é possível e deslocar-nos até eles é muito difícil de o conseguir. Mas nem por isso deixamos de querer dizer que pensámos neles e desejamos-lhes felicidades. E mais uma vez, os mensageiros são essenciais…


Recorremos ao que ou quem possa levar a nossa mensagem. Com o desenvolvimento e progresso da tecnologia, o elemento humano nem sempre se encontra sempre presente, senão quem emite a mensagem e a recebe. Actualmente, os mensageiros são virtualmente instantâneos e o envio e recepção da mensagem são num instante. Pois é vital que a informação chegue ao seu destinatário…

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Assistência

Nada dura para sempre... Por mais esforço efectuado para o conservar... Mas é uma tarefa inglória.

Avaria, estraga, apodrece, envelhece, fica desamparado... E muitas vezes, encontramo-nos presentes e impávidos, a assistir o desenrolar dos acontecimentos, mesmo sem nada contribuir para tal. Assistimos porque ignoramos, não podemos, ou, simplesmente, desconhecemos o que fazer, mas jamais negamos cuidados...

Intervimos e pedimos auxílio a quem pode, eventualmente, nem ter qualquer comprometimento, mas que possa demonstrar interesse em envolver-se...

Prestar assistência (seja social, técnica, jurídica ou espiritual...) torna-se um dever de amparar quem seja incapaz de cuidar de si ou de algo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Burocracia

Uma situação, um serviço administrativo... Várias vezes visitada, para trás e para a frente... Vários documentos, uma lista de documentos que nunca está concluída... Vários os formalismos, que não são em maior quantidade porque a imaginação ainda não fabricou mais... A eficiência da repartição transforma-se numa utopia inalcançável e a nossa impraticável...

Ao início, desconhecemos como toda a administração funciona, e procuramos informar-nos. Qual o serviço com competência técnica? Qual a repartição a dirigir-nos? Qual o funcionário certo com as informações correctas e completas? E passamos de uns para outros, em busca de respostas...

Somos tratados de forma padronizada seguindo um guião imposto pela organização aos funcionários, que, como nós, deixaram de ser pessoas mas um problema a ser resolvido.
Somos todos vítimas da burocracia. Seu crime: desumanização…

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Documentos

"Documento é qualquer objecto elaborado pelo homem com o fim de reproduzir ou representar uma pessoa, coisa ou facto." (art. 362.º do Código Civil)
É através de documentos (e não só) que utilizamos para provar a realidade, presente ou passada, de uma pessoa, coisa ou facto.

Todos concordamos que perder documentos é uma situação aborrecida. De imediato lembramos as longas filas em diversas repartições e serviços administrativos para recuperar o que foi "perdido". Tratar de todos os documentos, apenas desejamos que seja mais simples para poupar-nos tempo e preocupações.

Mas perder documentos é perder a nossa identidade, e o nosso passado sofre o risco de cair no esquecimento.
O melhor que temos a fazer de imediato é tentar lembrar da última vez que estes foram avistados, fazendo de seguida o esforço de recordar os vários locais onde esteve. Dirigir-nos aos mesmos e perguntar se alguém os entregou.
Investigar, não só os documentos, mas também o processo de procura destes, é descobrir.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Visita

O dia prometia ser como os restantes. Com o mesmo interesse rotineiro de ver realizadas todas as tarefas designadas e de cumprir as obrigações diárias…
Inesperadamente (ou à hora marcada), surge a visita.

O dia, nesta ocasião, fica alterado… O que não é urgente é de imediato colocado de lado… A atenção centra-se agora no que perturba a rotina.
Têm agora lugar os cumprimentos, o reconhecer a chegada da visita…
Os afazeres são substituídos pela conversa, pelas perguntas e respostas, pela inquirição no desenvolvimento de acontecimentos…

O tempo passa e as várias mensagens são trocadas à velocidade do som…

Rapidamente é momento de despedidas, o reconhecer a partida da visita. E regressar às tarefas ainda por concluir…

domingo, 16 de dezembro de 2007

Pipoca

Sai a medida certa de grãos de milho para a panela devidamente aquecida. Espera-se uns breves momentos e escuta-se o cantar dos grãos de milho. Em sons característicos, os grãos de milho estouram e transformam-se numa massa fofa e estaladiça.

Pouco energética, o seu sabor natural é adulterado por outros ingredientes, sal ou açúcar, ou outro da preferência da pessoa que vai comer... Com uma colher, a pipoca é transportada para cones ou baldes ou qualquer outro recipiente... Agora está pronta a consumir...

Sentamo-nos e esperamos pelo início do espectáculo... Estica-se a outros o recipiente e damos início à devoração da pipoca e a uma conversação ligeira de antecipação... O remexer dos recipientes, o estalar na boca multiplicado pelos outros que fazem o mesmo, as brincadeiras juvenis da pipoca arremessada, ou que por qualquer motivo salta do seu recipiente...
No momento da partida, espalhada pelo espaço, pisada e ignorada...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Aventura


Sem nada de profundo e sem perspectivas de futuro, esta minha demanda pela blogosfera continua e não se vislumbra um termo, enquanto manter este desejo de escrever que me projecta para a aventura…

Não se trata de um aventura plena de emoções fortes, vivências e experiências memoráveis, riscos e desportos radicais… Também não me encontro em contacto directo com a natureza…

Mas demiti-me do papel de espectador passivo e passo a contracenar, a sentir e agir no cenário… Sou o protagonista desta aventura ao participar e traçar a minha própria rota, mirar o passado e seguir em frente…

Um mês passou desde que embarquei nesta aventura... Pouco tempo. Eu sei… Mas também é um pequeno feito que merece sempre ser celebrado.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Green Day - Boulevard of Broken Dreams

Todos já sentimos assim... A caminhar através dos nossos sonhos apenas na companhia da nossa própria sombra, mas, na verdade, há sempre alguém connosco... Apenas falta aperceber-nos...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Indiferença


"O cinismo domina os nossos dias". Somos ou demonstramos indiferença em relação aos outros, aos seus sentimentos e emoções, aos seus sofrimentos e alegrias...
Fingimos ignorar o mundo que nos rodeia, aos seus acontecimentos...

Batalhamos para dar sentido às nossas vidas, dar-lhe uma noção de moral e ética, mas estamos perdidos e amedrontados... E há momentos que fugimos para não enfrentar a realidade. Muitas vezes, precipitadamente, porque esquecemos da nossa própria força interior.

Também sinto-me perdido sem saber o que fazer, nem para que lado me virar. É quando preciso do teu conselho, para lembrares-me da minha força interior.
Ao aperceber-me, sou capaz de superar as contradições da vida.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pessimismo


Habito em mundos muito meus, longe do mundo que me rodeia, onde quase tudo que acontece não me apercebo... Talvez porque é um mundo cruel e caótico...
Imediatamente, uns dirão que é uma visão negativa e pessimista do mundo... Outros, de que apenas evitar criar uma ilusão...

Mas, nem por isso procuro justificações para desistir e aceitar fracassos futuros. Ajo e actuo sobre o mundo que me rodeia, sempre com uma atitude optimista de que fazemos todos diferença...
Agora, enquanto uns dirão que estou a ser ingénuo, outros, de que tenho esperança num futuro melhor para todos...

O pessimista até pode ter mais vezes razão do que o optimista, mas um optimista diverte-se mais, e nenhum dos dois pode parar o curso dos acontecimentos.
Tenho uma visão pessimista do mundo que me rodeia, mas sou uma pessoa com uma atitude optimista para com o mesmo mundo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Segredos


Há sempre algo que não dizemos... Ficam no sigilo dos nossos corações...
O que escrevo são minhas histórias, meus pensamentos, meus estados de espírito, meus sentimentos, meus segredos... Informações valiosas ou irrelevantes, estes textos têm um pouco da minha alma e do meu ser...

Todos, possuímos segredos... Confidencial, apenas do nosso conhecimento. Mas também podem estar à vista de todos, sem haver algum esforço em ocultar, ninguém repara e o segredo é guardado...

Partilhar um segredo, é confiar. Confiar nos outros e em nós mesmos.
Se quiserem partilhar alguns segredos... Estarei por aqui...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Amizade

Ao longo das nossas existências, os que nos rodeiam não estarão, para sempre, presentes e outros juntar-se-ão e também partirão, ou serei eu a partir...
Marcas, todos deixam, mas muitas são erodidas pelo passar do tempo... As que ficam, foram deixadas pelos que designamos de amigos. Às marcas, amizade...

A amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem o desfrutar da companhia... É o sentimento que desabrocha quando descobrimos que há alguém que confia em nós, que há um pedaço de alma que não nos pertence em nós...

“Se quiser um ano de prosperidade, cultive grãos.
Se quiser dez anos de prosperidade, cultive árvores.
Se quiser cem anos, cultive pessoas” (Confúcio)


O dom da infelicidade é ajudar-nos a reconhecer os melhores frutos...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Objectos

Encontro-me rodeado de muitos e diversos objectos... Nem todos possuem uma funcionalidade ou utilidade, ou qualquer importância para o meu existir... Mas permanecem porque adquiriram, por si, um certo valor…

Tudo e todos desaparecem em seu tempo... Até mesmo as grandes pirâmides no planalto de Gizé, desaparecerão. No seu lugar, os objectos (ou outros) vão assumir novos significados, quer porque recordam, quer porque representam simbolicamente algo…

Além de terem um valor sentimental, estes objectos, no futuro, serão importantes para os arqueólogos e historiadores, que, através deles, poderão reconstruir a minha vida social e cultural; para os antropólogos, que captarão os valores essenciais de uma sociedade ao examinarem estes objectos.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Arrogância

É saudável manter a auto-estima, alegrarmos das nossas conquistas, comemorar as nossas realizações. Mas o bom senso e o respeito devem prevalecer e até o amor-próprio possui limites.
Homens e mulheres com super-poderes apenas existem no mundo da ficção…

Podemos e devemos ter orgulho nos nossos dons, competências e habilidades, mas nunca perder de vista que são imperfeitos, abertos a um processo contínuo de aperfeiçoamento… Não somos senhores da verdade e da razão…
Ao engrandecer-se em demasia, numa busca de aplausos, bajulações e homenagens, o brilho dos seus feitos empalidece e atrai a antipatia dos outros…


“Meia garrafa faz mais barulho que uma garrafa cheia” (aforismo chinês), o verdadeiro sábio não procura exaltar a sua superioridade… Além de que sempre precisou da ajuda e apoio de outros.
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Aforismo

do Lat. aphorismu / Gr. aphorismós, delimitação
s. m.,
proposição;
máxima;
rifão;
sentença que em poucas palavras encerra um princípio moral.

In http://www.priberam.pt/

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Trilho


Antes dos edifícios de betão, das estradas de betuminosos, das calçadas de pedra, era por caminhos de cabra que dava passos com o objectivo de chegar ao meu destino...





Recordações de uma vida simples e genuína...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Melancolia


O dia cinzento, uma pálida sombra do inverno que se aproxima... A tranquilidade e silêncio que me rodeia...
Com a cabeça pendendo sobre a mão, o olhar perdido, o corpo curvado sob o peso da minha existência sinto instalar-se no meu ser, melancolia.

Encontro-me a vaguear pelo mundo, a preencher horas vazias, sem inspiração para as tarefas diárias. Sinto pessimismo por não conseguir vislumbrar para além do dia de amanhã...

Mas a melancolia pode ser uma experiência de interiorização, profunda e fértil, um estado afectivo propício a todo o ser que tenha como projecto, compreender e modificar o mundo. Esta pode nos conduzir à vontade de terminar com o tédio e a sensação de vazio interior.

No entanto, não oculta o peso e a imobilidade que inflige simultaneamente o meu corpo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Triunfo

Em tempos idos, eram organizados triumphus… O triunfo era a entrada solene em Roma de um general vencedor e a maior honra militar que a alguém podia ser conferida.

Sempre procuramos reconhecimento, de nossas famílias, amigos, vizinhos, da sociedade em geral… Celebramos com eles, as festividades e feriados…
Diversão, entretenimento, festejos e risos… Partilhamos emoções de contentamento e alegria, gozamos da companhia…

Mas eu… Reconheço em mim, uma necessidade de festejar as minhas conquistas, os meus mais pequenos feitos. Que devo organizar as minhas comemorações, nem que seja pelo motivo de estar vivo para os organizar e celebrar…


Sem os exageros dos antigos, mas com o propósito de compreender as minhas realizações, numa cerimónia pessoal e privada, que também é secreta…

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Passado

Muitos tentaram definir, mas todos falharam. Há sempre algo em falta, algo em excesso... Um elemento ou outro que não faz sentido para mim, mas fará a outros... Mas desde que temos consciência do nosso próprio ser, todos sentimos saudade por tudo e todos que ficaram para trás (ou não), mesmo que a intensidade desse sentimento varie.

Ao habitar este mundo, sofremos e rimos... No futuro serão mágoas e alegrias...
É impossível viver no passado mas regressamos a ele continuamente.
Define-nos quem somos...

Ao lembrar o tempo que passou, o olhar fica vazio e o coração assola-se pelo sentimento de que jamais voltará a repetir-se... Ficamos diferentes, incomodados...
Por vezes, surge mesmo uma lágrima no canto do olho, porque machuca e fere... Mas recordar, como dizem, também é viver...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ilusão

As relações entre pessoas, estabelecidas em termos de autonomia e paridade pressupõem um mínimo de confiança sem a qual não seriam possíveis; de confiança no outro, nas circunstâncias e nas aparências...
Também a nossa relação com o mundo que nos rodeia é baseada em aparências às quais depositamos confiança...

Se assim não fosse, haveria uma tal insegurança nas nossas vidas que necessariamente as viria a paralisar ou a dificultar extremamente. Seria necessário desconfiar de todas as aparências e investigar e comprovar exaustivamente todas as circunstâncias envolventes, todas as qualidades... Não podemos viver em terror... Confiamos...


Hoje, enquanto escutava atenciosamente às explicações e observava os brilhos dos minerais de duas pedras de basalto, as mãos fecharam e as pedras desfizeram-se em pedaços...

domingo, 2 de dezembro de 2007

Caminho

Será possível retornar ao início? Quando uma roda completa uma volta, recomeça no mesmo ponto?
Mesmo repetindo os mesmos actos, por natureza rotineiros, as condições ou circunstâncias apenas são semelhantes, jamais serão idênticas… Há apenas a aparência de repetir.


Cada dia é único e especial. “A armadilha do quotidiano” (Johann Goethe) que procuramos evitar, é apenas o percorrer de um caminho que já conhecemos, mas que nunca é exactamente igual a si. De facto, encontra-se em permanente actualização… Sentimo-nos seguros porque sabemos onde se encontram as lombas e os buracos...

Ao encetar por um novo trilho, estarei a recomeçar?
Não foi aqui que aprendi a andar… Oportunidade de um novo início, sim…

sábado, 1 de dezembro de 2007

Esperança

É quase sempre dirigida ao futuro, embora seja possível ter esperança de que algo tenha acontecido quando não se sabe se aconteceu ou não.

A esperança também partilha com muitas emoções o facto de o seu objecto poder não ser exacto ou definido, tomando assim a forma de uma aspiração vaga e indefinida. Pode variar na intensidade sentida e na sua certeza.

Tal como as crenças, a esperança pode ser considerada irracional ou racional, dependendo de como está fundamentada. Porém, é perfeitamente racional continuar a ter esperança de que algo de bom vá acontecer, ainda que todos os factos indiquem o contrário. Ter esperança em alguma coisa insustentável não diminui necessariamente a intensidade da esperança, mesmo havendo consciência dessa insustentabilidade.

É racional para uma pessoa continuar a ter esperança num resultado favorável, mesmo quando tudo indica que seja pouco provável.
É racional ter esperança enquanto espero por notícias, neste escuro e frio corredor...