quarta-feira, 5 de março de 2008

Oito

Oito ou oitenta… Tudo ou nada…
“Oito” significa poder, magia e força, mas também pode significar destruição, morte e fim… Essa variação entre extremos ocorre pela formação de uma figura fechada, onde as energias estão em pleno movimento.
Eu, hoje, estou feito num oito…

Reviravolta

Nem todas as mudanças são previsíveis… Podem ser mudanças difíceis, porque não sabemos o que o futuro nos reserva, e podemos vir a arrepender-nos por termos saído de uma vida confortável…
Mas uma vida sem mudanças é uma vida sem emoção e sabor…

Todavia, a vida pode ser como uma montanha russa emotiva… Tudo acontece repentinamente, sem quase nos apercebermos o que aconteceu…
Numa dada altura, avança lentamente, sem novidades, sem surpresas, a monotonia instala-se…

A seguir, sobe, as expectativas aumentam…
Uma óptima notícia e num ápice, estamos no topo, eufóricos…
A seguir, outra notícia, e tudo desmorona-se… Há uma reviravolta total dos nossos sentimentos, a euforia é num instante substituída pelo desânimo…

Mas também há curvas e abanões… Num momento… Porque basta um momento… Há uma inversão da nossa sorte, e tudo volta a mudar…

terça-feira, 4 de março de 2008

Inspecção

Quando damos tudo por garantido, não nos apercebemos que poderá não estar a funcionar como deveria… De vez em quando, ocasional ou periodicamente, devemos ver com atenção e examinar cuidadosamente… Averiguar o funcionamento e as condições…

Assim, podem ser detectadas falhas que de outro modo apenas seriam reveladas em situações inoportunas… Evitáveis após uma inspecção prévia…
Mas uma inspecção incompleta ou isolada, não é a solução… E uma inspecção posterior, não é mais do que um apurar de responsabilidades…

Mas inspeccionar possui uma carga negativa: o de vigiar…
Se é necessário uma vigilância apertada é porque o seu funcionamento natural possui vários defeitos, que à partida, deveriam ser corrigidos…
Mas uma bênção quando procura evitar males maiores…

segunda-feira, 3 de março de 2008

P. S. I Love You




As cartas de amor são ridículas, só pelo simples facto de serem cartas de amor. O que é ridículo. Mas, ridículo é quem nunca escreveu cartas de amor, quem nunca amou... ridiculamente (Cf. Fernando Pessoa in "Cartas de Amor").

domingo, 2 de março de 2008

Contadores

Num palacete junto ao mar e rodeado dum amplo jardim, fico a conhecer como vivia a aristocracia portuguesa de finais do século XIX, início do século XX, e outras pequenas histórias do passado que merecem ser contadas…

O acervo é constituído por colecções de pintura, mobiliário, porcelana, ourivesaria e ainda pequenos núcleos de escultura, azulejos, têxteis, leques, vidros e "objectos de vitrine" nacionais e estrangeiros. Merece particular destaque a Crónica de El-Rei D. Afonso Henriques (1505) da autoria de Duarte Galvão, cuja iluminura do prólogo contém a mais antiga representação da cidade de Lisboa.

Também inclui vários contadores… Os contadores são uma versão do cabinet em Portugal no século XVII, em que as gavetas estão à vista. O cabinet móvel com gavetas, que surge no Renascimento, e assenta originalmente numa mesa. Evolui para móvel independente, em que a parte inferior, anteriormente a mesa, pode ser fechada ou aberta…Com tantas pequenas gavetas, úteis para guardar pequenos objectos… São, de facto, peças de mobiliário de utilização prática?

sábado, 1 de março de 2008

Reclamação

Uma reclamação é, antes de mais, uma insatisfação… Cuja causa é imediata, encontra-se presente…
De outro ponto de vista, é uma valiosa fonte de informação, uma oportunidade de conhecer e perceber as necessidades da sua clientela…

Para mim, uma reclamação é uma constatação… Algo que “contra factos não há argumentos”…
Mas para muitos, infelizmente, numa reclamação não surgem apenas os factos sobre o assunto em questão… Surgem, também, sentimentos, opiniões, factos irrelevantes… O que é importante desaparece no meio de berros, ameaças, equívocos e soberba…

Cada um de nós sente as emoções de modo diferente… Mas, numa reclamação, são inúteis… A comunicação serve para “pôr em comum” as situações que causam a insatisfação do reclamante… É necessário compreender as questões levantadas pelo cliente, em vez de considerar que o cliente é o problema! As informações recolhidas e registadas tornam-se valiosas se ensinam-nos algo… Por isso, é premente saber escutar…

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Gabrielle - Fallen Angel

Espírito ferido, alma perturbada
Anjo caído esqueça tudo
Apenas acredite e verás
Todas as coisas boas que a sua vida pode ser…

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Relatório

O principal é o seu conteúdo, os fundamentos e decisões…
Mas, como redigir um relatório que interesse às pessoas e as influencie?
São inúmeras as dicas sobre o estilo e apresentação que precisamos ter conhecimento para preparar e criar relatórios que irão informar, impressionar, convencer e persuadir os seus leitores. Truques que passam pela capa, os índices e anexos do relatório… E até mesmo da sua própria encadernação…

Utilizo, basicamente, a mesma forma… Identifico os interessados e o objecto do relatório, ao fixar as questões que cumprem solucionar. Seguem-se os fundamentos, nos quais são discriminados todos os factos relevantes… Termino com a apresentação de decisões, recomendações e medidas a aplicar, com base nos fundamentos apresentados…
No final, é assinado e datado…

Juntamente, são adicionadas fotografias, imagens, esquemas, documentos e exemplos que ajudam a reforçar os fundamentos, as decisões e recomendações… Aumentam o impacto que o relatório causa e convence os seus leitores…
Acrescenta-se a pressão de rectificar todo o texto, aclarar e esclarecer o seu sentido, para suprimir contradições, ambiguidades (duplos sentidos) e obscuridades (ininteligibilidade)…
O objectivo, é que todos que lêem o relatório, o compreendam…

Depois de todo o trabalho e pressão para o entregar, é quase sempre devolvido…
Ou porque apenas me esqueci de datar e assinar o maldito relatório…

PASSA AÍ…
Ou porque consideram que há oposição entre os fundamentos e as decisões, ou mesmo falta de fundamentação para as decisões apresentadas… Ou, ainda, porque consideram que não respondi às questões apresentadas, ou respondi a questões que não foram colocadas…
LEIAM COM ATENÇÃO…

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Gritar

Apetece-me gritar, berrar com toda a minha força… Soltar os meus protestos de modo a que todos, mesmo quem esteja longe, oiçam o que barafusto e porque ralho…
Libertar toda esta frustração que se instalou em mim… Como que a pedir socorro…

Mas é como gritar num deserto… O mundo é surdo ou encontra-se tão distante de mim… Ninguém me escuta, clamo em vão…
O silêncio incomoda-me… E grito silenciosamente… Estas palavras gritam por mim…
No entanto, apesar de meus gritos serem mudos, expulso o ar de meus pulmões… Estranhamente, sinto-me melhor, mais leve. Aconselho o exercício… Vamos todos gritar…

Nada ficou resolvido, mas também ninguém ficou assustado!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Pausa

De vez em quando digo que preciso de uma pausa, de um intervalo…
Uma interrupção, de carácter temporário… De deixar a minha vida em suspenso por breves momentos…

Porque também preciso de descontrair e repor energias… É, além disso, um momento de reflexão para reorganizar ideias e elaborar novas estratégias para atingir os objectivos…

Enquanto desfrutei dessa pausa, o tempo não parou, o mundo que me rodeia não se deteve… Mas, eu não fiquei quieto… O intervalo é rico em factos… Na verdade, nada ficou em suspenso. As pausas fazem parte das nossas vidas, como tudo o que fazemos…

“Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a música”.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Poupança

Mesmo quando a taxa de inflação baixa, os preços continuam a subir – um simples facto económico que os políticos raramente mencionam. Muitos são aqueles cujos rendimentos não acompanham a curva da inflação e debatem-se com o problema de anular essa distância sem rupturas. Como consegui-lo?

Não é possível fazer uma redução percentual geral em todos os tipos de gastos, pois a inflação não é uniforme. Os aumentos de preços variam muito e os maiores agravamentos verificam-se com frequência nas áreas onde é mais difícil fazer cortes.
Assim sendo, que margem de manobra nos resta? Só cada um de nós pode decidir o que está ao seu alcance e da sua família…

As hipotecas, por exemplo são cortes impossíveis de efectuar. Por mais inflacionados que esses débitos sejam, só nos resta pagar e cara alegre.

Ser poupado é uma qualidade apreciada que nada tem a ver com atitudes de avareza e mesquinhez, antes pelo contrário, é uma questão de bom senso…

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Palavras

Há quem “usa a língua sem dar conta dela, utilitariamente, apenas para produzir sentido, algo assim como fazer amor para produzir filhos, e a língua e as palavras detestam ser tratadas, como meras parideiras de sentido” (Manuel António Pina).
A língua até gosta de erros ortográficos e equívocos de pronúncia, que são uma parte importante dos jogos de amor que a língua joga com aqueles que ama.

Não sei se a língua portuguesa me ama, mas cuido das suas palavras. Brinco e jogo com a míriade de ideias que cada uma das palavras pode contar…
Bem humoradas, brincam com quem as ouve e, eventualmente, as escuta…

O sentido dos textos pertence a ti, o leitor. O que as palavras te dizem, fazem-no apenas para ti, numa relação especial… A conversa é íntima e realiza-se em privado com a tua consciência…
A compreensão é pessoal… Apenas transmissível se falares…

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Acaso

Algo ocorreu por fatalidade, programação ou desígnio imposto por forças maiores… Não acredito em pura sorte e azar… Em infortúnio ou sucessos inesperados…
Se trata-se de um facto favorável alegra-me pois é um auxílio para atravessar obstáculos… Mas entristece-me porque não retiro nenhum ensinamento…
Apesar de quando dependo do acaso, nunca me é favorável…

Não controlamos a sucessão de acontecimentos, mas influenciamos o seu curso… O mundo que nos cerca é caprichoso, mas os nossos actos fazem diferença… Uma vez executados é impossível controlar todas as suas consequência.
Não acredito em actos inconsequentes…

Devemos ser ponderados com as nossas decisões e actos, porque influencia tudo e todos, incluindo a nós mesmos…
Se nada fazemos, não é por acaso… “O mal prospera quando homens bons nada fazem”…

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Brasão



"Esta é a ditosa Pátria minha amada"

Camões in «Lusíadas»

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Eclipse

Um eclipse é quando um corpo celeste se sobrepõe a outro, ocultando-o.
A Lua não desaparece completamente na sombra da Terra mesmo durante um eclipse total, podendo assumir uma coloração avermelhada ou alaranjada. Isto é consequência da refracção e da dispersão da luz do Sol na atmosfera da Terra que desvia apenas certos cumprimentos de onda para dentro da região da sombra.
Este fenómeno também é responsável pela coloração avermelhada que o céu assume durante o crepúsculo.


É o univerno a ensinar-nos que mesmo quando somos ocultados por outros, não desaparecemos, na verdade, continuamos a brilhar… Por maiores que sejam…
Mesmo que os nossos feitos desvaneçam em prol das façanhas de outros, não deixam de ser reconhecidos, apenas assumem uma coloração diferente… Continuam a ser realizações notáveis…
Podemos viver uma existência inteira na sombra de outros, mas nem sempre passamos despercebidos… Pois há quem olhe para os céus e te veja…

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Novato

“Ninguém nasce ensinado”. Ao longo das nossas caminhadas aprendemos, com mais afinco o que nos permite alcançar nossos objectivos…
Trata-se de um processo contínuo e por vezes moroso, mas que também pode ser agradável e até mesmo, muito gratificante…
Mas teve um início…

Aquele momento em que ainda somos inexperientes e quase tudo é novidade…
A busca por impressionar os mais experientes causa-nos ansiedade, e as melhores tentativas são despreciadas como “sorte de principiante”… Mas também o medo de ser descoberta a nossa ingenuidade é origem de inquietude…

É o momento em que somos simples «aprendizes»…
No entanto, a experiência não é-nos completamente descortinada pelos outros. Também é necessário viver os acontecimentos para aprender… A vida é a grande fonte de experiência e sabedoria…

“Escuto e esqueço; vejo e recordo; faço e entendo…”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cem

Com mais ou menos, ou mesmo sem inspiração, publico pela centésima vez…
Uma sucessão de letras e palavras para constituir frases…
Cem textos, uns maiores outros menores, ou apenas pequenas frases… Transmitem cento e tal ideias, opiniões e sugestões… Transmitem (o que já repeti umas tantas vezes) minhas histórias, meus pensamentos, meus estados de espírito, meus sentimentos, meus segredos...

Cem porcento natural para saciar a nossa sede de leitura… E a minha sede de escrita…

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Tragédia dos Comuns - Estradas

A “Tragédia dos Comuns” é uma alegoria sobre as famílias que criavam ovelhas compartilhando a terra em torno de sua pequena cidade medieval. Não havia propriedade privada e, nessas terras comunais os pastores cuidavam dos rebanhos para obter a lã que vendiam para a confecção de vestuário. Com o tempo, as famílias aumentaram e com elas, o número de ovelhas que cada uma família necessitava para o seu sustento. A terra, antes fértil vai se exaurindo. A redução da pastagem afectou tanto o rebanho quanto a rude indústria local. As famílias pereceram pela imprudência em não administrar um recurso limitado do qual todos beneficiavam. As famílias não cooperaram porque as terras que utilizavam eram comuns a todos. Nenhuma família tinha incentivo para cuidar das pastagens, pois se o fizesse, outras famílias usariam as pastagens de qualquer forma, visto que as terras eram de uso colectivo.
“O que pertence a todos não é tratado com muito cuidado porque todos os homens dão mais importância à propriedade privada do que aquilo que possuem em colectivo” (Aristóteles).

De facto, não é fácil controlar o uso de um bem público, ou seja, de um bem em que não há direito de propriedade e todos têm a possibilidade para usar o recurso até à exaustão, mesmo que todos sofram as consequências desse uso irracional.

Hoje, realizou-se um dos mais típico exemplo da diária tragédia dos comuns aconteceu, mas com contornos mais trágicos que o habitual… Todos ansiámos por avançar, acusando os outros da falta de progressos, sem aperceber-nos que também somos a causa de tanto transtorno…
O atraso para honrar nossos compromissos era óbvio e, no desespero, procuramos por soluções… Quando nos nossos íntimos desejamos desistir, voltar para trás e tentar amanhã…

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Conselhos

Sempre o disse e continuo a afirmar… Se os conselhos fossem realmente bons, seriam vendidos invés de dados…
Mas sempre que me pedem um conselho, eu dou… Desde que não esperem elogios…
No final, espero ter sido escutado mas não peço que sigam o meu conselho… Na verdade, apenas são sugestões, dicas e opiniões…
"Ouve sempre os peritos. Eles dizem-te o que não pode ser feito e porquê. Depois atira-te para a frente e faz" (Robert A. Heinlein).

"Ouve o conselho de quem muito sabe; sobretudo, porém, ouve o conselho de quem muito te estima." Quem te estima pretende, realmente, ajudar… Mas, na vida não existem respostas certas.
É certo que há conselhos úteis a ter em conta, a seguir e mesmo de dar uma oportunidade à sua execução… Mas não são respostas definitivas, apenas ideias…
A tomada de uma decisão deve ser feita com ponderação, com a mente esclarecida, mas também preparada para enfrentar as suas consequências…

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Chocolate

“Alimento dos deuses” ou “delícia sagrada”, são várias as designações dadas ao longo dos tempo para o alimento que chamamos de chocolate…

O chocolate é obtido de uma mistura entre o cacau, açúcar e leite. No entanto, o seu fabrico começa antes, quando as frutas do cacau são quebradas para a retirada das suas sementes amargas, a base do chocolate. A transformação do chocolate no doce que conhecemos só acontece mais tarde, depois das sementes do cacau passarem por vários processos industriais, como a decomposição da matéria-prima, adição do leite, do açúcar e a sua moldagem.

Embora calórico, são vários os benefícios para a saúde… Mas não é por tais motivos que perseguimos este alimento e enfrentamos filas de espera e multidões que se tropeçam… É apenas por simples gulodice…
E como gosto de chocolate…

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Três

Peçam três desejos…
Três é mágico e misterioso…
É o encontro das duas polaridades anteriores, capaz de reconciliar os opostos… Poder de unidade entre a mente, corpo e espírito…
Peçam três desejos…

Às duas por três, acontece… E aconteceu… Três meses de anotações, de pequenos textos, histórias, pensamentos, estados de espírito, sentimentos, segredos… Mesmo que seja de um modo obscuro e pouco esclarecedor…
Mas “é a luta contra o tédio que me faz criar” (António Jorge Gonçalves).

Respiro fundo…
Um… Dois… Três…
E continuo a escrever e a contar…

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Rob Thomas - Little Wonders

Nossas vidas são feitas desses pequenos momentos
Desses pequenos milagres, dessas mudanças e voltas do destino
O tempo passa, mas esses pequenos momentos,
esses pequenos momentos permanecem.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Maravilhas

Ao longo das nossas vidas perdemos a capacidade de admirarmos o que nos rodeia… Acabamos por considerar que é para todo sempre garantido… Deixa de ser interessante e espantoso…

Ao longo do tempo, passamos a apenas a admirarmo-nos com que é extraordinário, fora do normal…
Ao longo do tempo, passamos a apenas a admirarmo-nos com o que é absurdo, um erro, uma anomalia…
Ao longo do tempo, passamos a apenas a admirarmo-nos com o que é novidade, recente, novo…

É uma capacidade que tem de ser reaprendida… O que é vulgar, nem sempre estará presente… Os pequenos momentos de ternura, amor e carinho… A natureza é maravilhosa… E são dignos de nossa admiração.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Reunião

O espaço está quase sempre preparado antes das pessoas se agruparem…
Mais uma reunião foi convocada… O dia, a hora e o local e a ordem dos trabalhos são do conhecimento de todos os interessados e futuros participantes…
Mas quase nunca se dá início aos trabalhos no momento marcado… Espera-se uns instantes por quem ainda não chegou…

Muitos sentem-se importantes… Dão início às intervenções e aos disparates… Falam e desconhecem a ordem dos trabalhos da reunião ou não possuem qualquer informação relevante sobre os assuntos a serem reflectidos…
Do canto, alguém intervém… Ninguém o vê… E mesmo sem ser interrompido, ninguém o ouve… Quem ficou impressionado? Será que tinha ar de inteligente? Mas aprovámos com um abanar de cabeça e acordámos com uma solução a aplicar… Não sei é qual…
E passámos para o tema seguinte…

O bloco de notas, invés de informação útil, enche-se de rabiscos… Treino para o rabisco final na acta de reunião…
O resultado… Talvez a planificação de actividades… Talvez uma perda de tempo…

Como preferia ter estado noutro lugar… Talvez na ilha de Reunião…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Recomendações

Não é relatório sem as inúmeras recomendações…
Actos que por não serem vinculativos podem, portanto, serem rejeitados…

Mais do que simples opiniões e pareceres, são verdadeiras advertências, cuidados a ter em atenção… As recomendações deverão incluir medidas concretas e fornecer parâmetros com vista nos resultados finais… Estas propostas de solução para problemas que não ocorrem mas poderão vir a suceder, deverão fixar metas e prazos para a implementação de medidas concretas…

Tenho em atenção em colocar os princípios orientadores e de proporcionar quais as medidas necessárias deverão ser implementadas em primazia…
Tudo o que seja preciso para evitar situações indesejadas… E se tal não for possível, proteger-nos dessas futuras situações e minimizar os seus impactos…

Mas que importa toda esta diligência, se não têm em conta os avisos?
Apenas para dizer, que ao menos foram alertados…

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Esquecimento

Como esquecer?
Como esquecer quando não se é um caso clínico com uma doença degenerativa do foro neurológico? Como esquecer quando não se trata da perda da capacidade em reter ou evocar memórias?
Sinto-me incomodado pelas minhas falhas de memórias que me levam a esquecer compromissos, eventos e até mesmo, pensamentos… Então, porquê? Porque esqueço?

Será uma debilitação dos traços de memória com o passar dos anos? Será a constante entrada de novo informação e conhecimentos que prejudicam a minha memória?
De facto, com o passar da idade temos mais dificuldade para lembrar de factos passados, porém essa dificuldade é mais intensa para com os factos recentes enquanto factos remotos marcantes, ainda que não recordados com frequência, podem ser lembrados facilmente e até mesmo em detalhe.

A falta de uso poderá provocar um enfraquecimento dos circuitos da memória, tornando cada vez mais difícil o acesso a essas informações. Mas encontro-me sempre a aprender algo novo…
Não será este constante fluxo de nova informação que interfere e aumenta a dificuldade em evocar informação guardada na memória?

Também é verdade que para que se possa reter na memória uma determinada informação, é necessário que nossa atenção esteja voltada para isso, que estejamos concentrados. Sem atenção, não há qualquer possibilidade de se guardar um conhecimento e sem guardá-lo, não há como recuperá-lo depois…
É porque sou distraído?

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Opinião

Constantemente ouvimos a opinião dos outros, por vezes, porque também lhes pedimos... Através das suas opiniões desenvolvemos a nossa própria opinião.
Através da nossa opinião, estamos a expressar as nossas ideias, sugestões e juízos...
Talvez adiram à nossa opinião, se esta se encontra bem fundamentada ou porque somos persuasivos...
Precisamos de ter uma opinião sobre tudo?

Mas precisamos ter cuidado... Pois, não só o mundo que nos rodeia se encontra em permanente processo de mudança, mas também o nosso ser... E há uma forte tendência para apenas percebermo-nos do que é aparente, sem recorrermos ao intelecto...

“A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular” (Marquês de Maricá).

É pela força que queremos reconhecida a nossa opinião? Ou porque esta é válida?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Perito

A perícia é requisitada quando são necessários conhecimentos especiais que normalmente, o comum dos mortais não possui…
Então é realizada por peritos, cujas aptidões ou conhecimentos, pode proceder a um exame de carácter técnico e especializado, vistoria ou avaliação… É nomeado, dentre as pessoas de reconhecida idoneidade e competência na matéria em causa…

Então, o perito procede à inspecção e averiguações necessárias. O perito deve socorrer-se de todos os meios ao bom desempenho da sua função, podendo solicitar, para tanto, a realização de diligências, a prestação de esclarecimentos e o fornecimento de quaisquer elementos…

O resultado da perícia é expresso em relatórios, no qual se pronunciam fundamentadamente sobre o respectivo objecto. A sua apresentação é notificada e pode ser reclamada se entenderem que há nele qualquer deficiência, obscuridade ou contradição ou que as conclusões não se mostram devidamente fundamentadas… É então, necessário que seja completado, esclarecido ou fundamente o relatório apresentado…


Ou dane-se e requeiram uma segunda perícia…

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Rato

Podes sair daí... Teve início o teu ano... O ano do Rato...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Castelo

Habitação fortificada… É uma residência e uma estrutura de carácter militar que serve de defesa a determinadas terras e povoações… Em ocasiões de guerra, é dentro das muralhas do castelo que os habitantes procuram refúgio…

Do alto das suas muralhas pode-se facilmente vigiar os terrenos circundantes, e se possível, resiste aos ataques inimigos…

Mas muitos foram os castelos que serviram igualmente de residência a um alto dignatário, ou senhor do castelo, ou mesmo o próprio soberano e sua respectiva comitiva.

Hoje, muitas vezes considerados inúteis… Mas apenas para o propósito para que foram construídos… Não nos protegem de inimigos nem nos dá guarida… Apenas o encanto das histórias que nos conta…

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Máscaras

Todos os dias colocamos máscaras, dissimulamos os nossos sentimentos… Vivemos disfarçados…
As máscaras podem ser luxuosas ou simples, mas a função é a mesma. Esconder a nossa verdadeira identidade…

Por detrás do anonimato das máscaras tudo é permitido. Quebram-se barreiras sociais, vivem-se romances proibidos, mas também se registam assaltos, mortes, vinganças… Tudo a coberto de difarces que não permitem sequer suspeitar…

Quem realmente somos, é apenas para quem efectivamente confiamos…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Aldeia

Pequena povoação constituída de pequenas casas e silêncio, cercada de rebanhos e pequenos terrenos de cultivo…
Todos que nela habitam se conhecem e possuem estreitos laços de intimidade e compreensão… Todos participam na vida e nas decisões comunitárias… Isolados do resto do mundo, mas unidos…

Tudo o que cada um possa fazer ou acontecer-lhe, pode afectar a vida de todos os restantes habitantes, de toda a comunidade, de toda a aldeia…

O mundo não é uma aldeia, mas é um lugar pequeno… Com muitas maravilhas por encontrar…

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Feast of Love

Há uma história sobre os deuses gregos.
Estavam entediados...
Então inventaram o homem...
Mas continuaram entediados, então inventaram o amor...
Assim não se entendeariam mais...
Então, decidiram experimentar o amor...
E, finalmente, inventaram o riso... Para conseguir tolerá-lo.


Entre os jovens e os adultos, entre os pais e amantes, entre o doce e o bárbaro, entre os humanos e até os animais, observo com reverência enquanto o amor engana, fere, devasta, inspira, com propositadas exigências e afecta profundamente as vidas de todos à minha volta - incluindo a minha própria vida.

Chuva

Encontro-me sentando à janela… Escuto a chuva a bater no vidro da janela…
O livro encostado nas minhas mãos, estou distraído a observar o que se passa do outro lado da janela.

A água escorre pelas telhas das coberturas, pelas caleiras e valetas… Desce das encostas das montanhas… Ninguém se encontra na rua… Mas também não me apetece largar o conforto do meu poiso…
É bom também haver dias como este, em que se instala a preguiça e o repouso…

É então que saio de meu aconchego e abro o guarda-chuva afim de me proteger da precipitação… Gosto de dias de chuva, mas fujo…

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ziguezague

Ziguezague até ao destino… Para a esquerda, para a direita, para cima e para baixo… Como numa montanha russa, mas sem acelerar o passo, porque não quero fazer figura de tolo, mas fiquei tonto…

Sem dúvida sou um mártir do sistema solar…

De tempos a tempos um sinal… No entanto não me cruzo com ninguém… Ziguezague até ao destino, é tão longe e estou zonzo… Giro à volta das montanhas… Consulto o mapa…

Volta e meia, não sei… Dou meia volta, voltei… Olho para mim e cheguei…

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Imbolc

Estamos no auge do inverno, mas a atmosfera é marcada pelo despertar das sementes de novos planos e novos projectos, pela iniciação de novas oportunidade, pela aceleração e renovação das energias, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.

Estamos no auge do inverno, mas é mais do que visível o aumento da luz do dia, e a terra, lentamente, desperta para a vida... Os primeiros sinais da primavera, embora pequenos, surgem à frente de nossos olhos, embora ainda esteja frio...


É tempo para despertar a criatividade e abrir-se para a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho ou dança... Estamos no auge do inverno, e este já se encontra derrotado, e gradualmente enfraquece...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Paulo Praça - (Diz) A Verdade


"não fosse o universo desentender quem somos
e favorecer a separação,
ou pior, o não nos havermos conhecido"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Distância

Quando manter uma relação (amorosa, amigável, ou de outra natureza) torna-se insuportável, uma alternativa sadia pode ser a separação. Quando não há comunicação para além do necessário… Quando não há respeito, cumplicidade, amizade, é necessário fazer uma análise e indagar o que ainda se tem em comum…

Separar de quem se ama não é uma tarefa fácil. É um momento de dor… Para alguns, é como se a própria alma fosse atingida, que passa a sangrar de tal forma que aparenta que nunca se cicatrizará. As emoções ficam mais expostas e a razão aparenta não existir. Sentimos tudo com tal intensidade que parece não existir espaço para a razão…
Ficamos sem defesas e, assim, sem protecção.

Mas entre nós, apenas existe distância… Não há ruptura na união, nem quebra de amizade… Estamos separados, mas apenas pelo espaço…

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Preparativos

Antes de partir em viagem há que ter em conta o conjunto de actos preliminares para dar início a essa mesma viagem... A preparação é essencial, e aumenta a intensidade das nossas expectativas à medida que se aproxima a data da partida...

Verificar o bilhete... Verificar o horário de partida... Verificar a bagagem... Verificar o itinerário... Verificar se tudo o que levamos está a funcionar em condições...
Está tudo pronto? É exactamente o que vamos precisar ao longo da viagem? E funciona sem qualquer problema?

Tudo o que sempre desejamos é uma viagem segura, sem grandes situações constrangedoras, nem transtornos, nem contrariedades... O objectivo é conhecer novos lugares ou rever (ou não)... O objectivo é, na verdade, chegar ao destino...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Perdido

De vez em quando tenho como missão dirigir-me a um local que desconheço, e nem sei onde fica exactamente…
Peço indicações, se possível um “croquis” e parto…

Mas nem as melhores indicações, nem os pequenos desenhos evitam que de vez em quando me perca no caminho…
Ou porque a sinalização não é clara ou se encontra mesmo escondida ou mal colocada… Ou porque me escapa uma referência referida no esboço…

Então é pedir ajuda a pessoas que passam por perto, ou que se encontram dentro de estabelecimentos comerciais… E questionar se conhecem e sabem o caminho para tal lugar…

Mas dá sempre enorme satisfação quando sabemos que estamos no caminho certo… E é gratificante chegar ao destino…

E esperar saber regressar...

domingo, 27 de janeiro de 2008

Organização

Uma organização é uma combinação de esforços que têm por finalidade a realização de objectivo… Por meio de uma organização procura-se perseguir e alcançar objectivos a que nos propomos concretizar.

É tido em atenção os vários pormenores de eventuais falhas nos planos a realizar… É tido em conta as várias necessidades prováveis… São estabelecidos prazos e horários para cada etapa… São estabelecidos os vários procedimentos…
Uma organização é, portanto, o modo como é estruturado, dividido e sequenciado os vários passos necessários para atingir os objectivos estabelecidos…

Mas é possível imaginar todos os cenários possíveis? É possível prever todas as eventualidades? “A única coisa previsível numa organização é que sempre haverá imprevistos. O resto é apenas provável” (John Kenneth Galbraith).
Tudo o que organizamos tem de ser capaz de se adaptar às circunstâncias… Na execução de nossos planos, tudo pode correr mal…

Mas é quando provamos o nosso valor e capacidade de decisão… Não poderá ser quando nos perdemos numa viagem, que mais nos divertimos? O excesso de organização destrói a criatividade… E também nasce a promessa de não voltar a repetir-se, e na próxima, tudo será melhor planeado…

sábado, 26 de janeiro de 2008

Banho

Por vezes penso de como sou afortunado, na prática de um costume tão rotineiro como é o do banho… Penso nos recursos que são necessários e dispendidos, mas inevitáveis para benefício da minha higiene pessoal…

Noutros tempos e lugares, trata-se de um ritual colectivo de higiene e convívio, onde se fazem negócios, discute-se política ou coloca-se os mexericos em dia…

Mas para mim, é mais do que uma rotina… É um ritual de purificação, em que se retira a sujidade… É um momento único em que presto atenção a mim mesmo, pois cuido do meu corpo e da minha alma… É um momento de prazer e relaxamento…


O resultado: a disposição para continuar e a sensação de vigor e limpeza…

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Urgência

Diz que é uma emergência!

Não se trata de uma situação crítica, um incidente, que nos coloca em risco iminente de vida, portanto, não é uma emergência…
Diz que é urgente!
Sem haver risco de vida, trata-se de uma situação, que por sua gravidade e necessidade premente, requer a nossa atenção imediatamente…


No presente tempo, estamos sempre com pressa de chegar aos nossos destinos, de atingir os nossos objectivos, tudo é urgente…
São os prazos que encurtam, as formalidades atalhadas, os procedimentos que não pretendemos efectuar porque consomem tempo…
Amanhã realizamos o que deveria estar pronto para ontem mas apenas foi-nos dito hoje e a más horas…

É mesmo urgente!?
Ou falta de organização… Será que a estrutura está conformada e preparada para as situações que surgem?
Ou falta de formação… Será que estamos capacitados para fazer face às circunstâncias?
Ou uma questão de mentalidade… Porque deixamos tudo para o último momento possível, tornando, o quer que seja, inadiável?


Recuperar a saúde que possa faltar-nos é urgente… Tudo o resto tem o seu próprio tempo, desde que saibamos como proceder… Portanto, não é deixar para depois…

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Angústia

“O meu ser é fruto da minha liberdade” (Sören Kierkegaard).
Isto significa que tenho de optar, por ser de um modo definido por mim próprio. Em cada momento, abrem-se diante de nós, diferentes possibilidades de realização. A liberdade consiste precisamente no facto de podermos optar pelas diversas possibilidades.

A verdade é que as circunstâncias das nossas vidas obrigam-nos a optar, e não podemos alienar essa nossa capacidade de opção. A liberdade constitui um direito mas também uma necessidade, irrecusáveis.
Aí reside a angústia…

Em cada possibilidade há uma adversidade e devemos estudar cada uma das alternativas que nos surgem. Nenhuma possibilidade deverá ser, de imediato, descartada…

Vivemos a suprema glória de não estarmos pré-determinados e assim sofremos a suprema angústia da possibilidade.
O possível é-nos permitido… No possível encontramos o terreno da nossa realização mas também do nosso presumível fracasso.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Egoísmo

Quando realmente amamos, somos capazes de grandes proezas…
Desistir de alguém por saber que será mais feliz com outrem…
Esmagar nosso coração, e ser apenas amigos…
Dar um abraço e impedir-nos de mais afecto…
Ter no pensamento e nunca referir seu nome…

Se o “egoísmo não é amor por nós próprios mas uma desvairada paixão por nós próprios” (Aristóteles)… Eu quero ser egoísta e amar-te…
Se por ser egoísta, coloco os meus interesses, desejos e necessidades em primeiro lugar… Eu quero ser egoísta e amar-te…
Não quero expurgar da minha alma, todo o sentimento de egoísmo, só para atingir a perfeição moral… Sou egoísta e quero dedicar-me a ti…

O que há de tão errado, em cuidar de nós mesmos e desejar o melhor para nós próprios?
Se por isso, faz de mim, egoísta… Eu sou egoísta.
Não preciso de magoar nem prejudicar, nada nem ninguém, para obter o que quero. Portanto, não vejo maldade em ser egoísta…

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Topónimo

O nosso verdadeiro lugar é o nosso refúgio...
Onde nunca estamos, mas desejamos estar...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Antropónimo

“Que há um nome? Aquilo que chamamos rosa com qualquer outro nome seria igualmente doce” (William Shakeapeare, in Romeu e Julieta).
Somos muito mais do que um simples nome, que na realidade, nada diz sobre nós… Mas por ele, seremos recordados…

Porque todos nós somos conhecidos e referidos por um ou mais nomes, pelos quais nos designam… Palavras cujas origens e significados, muitas vezes, esbatem-se ao longo dos tempos, e por vezes, são para todo o sempre esquecidos…
Palavras (quase nunca) escolhidas por nós… Nem sempre do nosso gosto…

Mas escolhi um pseudónimo e este já transcende o meu próprio ser… Mesmo não me conhecendo, poderão saber quem é McLlyr…!

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Antroponímia
do Gr. ánthropos, homem + ónyma, nome
s. f.,
ramo da filologia e da etnografia que estuda os nomes próprios de pessoas.

In http://www.priberam.pt/

domingo, 20 de janeiro de 2008

Palácio

Edifício sumptuoso destinava-se à habitação de uma família de características muito próprias…
Atravesso corredores, salas e salões alheio a factos passados que pertenceram ao quotidiano dos seus moradores e às suas emoções e sentimentos.

Mas com um pouco de imaginação, reconstrói-se o dia-a-dia da família… O acordar, as refeições, os passeios pelo jardim, serões…
E agora, piso o mesmo chão… Cada divisão respira história e luxo…
Dos ambientes privados procuramos vislumbrar a intimidade da família, dos espaços de convívio as suas vivências…

Todavia, apenas vejo alguns objectos antigos, o chão, paredes e tectos… Mas que ainda têm muito para contar… O resto são histórias e imaginação…

sábado, 19 de janeiro de 2008

Tranquilidade

Antes de atravessar o portão, já se sentia a frescura acolhedora dos jardins… Uma criação paisagística do romantismo coroado por uma residência de verão.
A propriedade alberga, segundo o panfleto entregue à entrada, “uma colecção botânica com espécies de todo o mundo, aclimatadas com sucesso, compondo cenários contrastantes ao longo de caminhos sinuosos, por entre ruínas, recantos, lagos e cascatas”.

Uma produção da invenção humana, a natureza surge ao serviço do prazer humano… Mas mesmo com essa ideia em mente, o encanto não é diminuído…
Os aromas, os sons da brisa entre os ramos das árvores, o chilrear dos pássaros, a paisagem serena dos jardins oferecem-me paz e comunhão com a natureza…

Caminhando por entre as estreitas passagens, compreendo a necessidade de refugiarmos no campo, longe do rebuliço das cidades… A tranquilidade é-nos importante, por dar-nos um momento de descanso, para regressarmos às nossas paixões com energia renovada…

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Dinheiro

Muito já se escreveu, e todos têm uma opinião acerca...

Até para fazer dinheiro é preciso despender de trabalho e materiais, pagos em troca de dinheiro... Esse é o seu valor real que pode aumentar, astronomicamente, pela cobiça de ter esta ou aquela nota ou moeda...
O valor impresso, é o valor nominal... Seu valor depende apenas daquilo que poderemos adquirir... O dinheiro não é o objectivo...

E queremos adquirir tudo, seja ou não necessário e útil... Queremos sempre mais do que é indispensável e imprescindível...
Cobiçamos por aquilo que pertence a outros...
O dinheiro é o meio de pagamento privilegiado e obrigatório por lei, e todos os outros meios são quantificados em dinheiro... É esse o seu propósito e função... Passando de mão em mão...

“O dinheiro é um afrodisíaco muito poderoso. Mas as flores têm quase o mesmo efeito” (Robert A. Heinlein). Porque há muito que não se troca por um preço, e se só então somos verdadeiramente felizes, então “o dinheiro não traz felicidade”... Nesse caso, somos demasiado exigentes...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Quinhentos

A 5 de Dezembro de 1925, é publicado n’ O Século, a existência de notas de 500 escudos duplicadas. Na verdade, foram impressas 200 mil notas ilegítimas, numa empresa legítima e com a mesma qualidade das verdadeiras. E tornou-se na maior fraude da história de Portugal…
Sejam as legítimas, ou as ilegítimas, são notas muito apreciadas pelos coleccionadores e de grande valor que excede em muito o seu valor nominal de 500 escudos…

A 1 de Janeiro de 2002 entra em circulação as notas e moedas de euro. A nota de euro de maior valor é a de 500 euro. A nota de cor púrpura.
Com várias características que facilitam o seu reconhecimento e sofisticados elementos de segurança que permitem identificar as notas genuínas e dificultar as falsificações e contrafacções.
Foram raras as ocasiões em que detive uma nas minhas mãos…


A 17 de Janeiro de 2008… Mas são outros quinhentos… De um valor inestimável…

Garantias

Quantas vezes, ao longo de nossas caminhadas, obtemos algo que não corresponde, inteiramente, às nossas expectativas?
Sempre ou quase, nunca ou quase...

Independentemente da resposta, em diversas ocasiões, o que obtemos sofre de vício, de defeito em que desvaloriza o que foi alcançado... De erro que impede a realização do fim a que considerávamos estar destinado, e com essa intenção entrámos em sua posse... Por vezes, nem é dotado das qualidades asseguradas por promessas ou necessárias para a realização dessas promessas...
Podemos guardar, tolerar, mas reclamamos por reparação ou substituição...

As garantias não são direitos, nem bens, e muito menos prometem a concretização de expectativas. A sua função é instrumental e acessória... Estabelecidas para assegurar a concretização de desejos e objectivos...
Decepções e desilusões, fazem parte da caminhada... Não há garantia que assegure que jamais sucederão...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

What my name means


You are influential and persuasive. You tend to have a lot of power over people. Sou chefia…
Generally, you use your powers for good. You excel at solving other people's problems. Faz parte do meu trabalho…
Occasionally, you do get a little selfish and persuade people to do things that are only in your interest. E quem não é um pouco egoísta de vez em quando?

You are usually the best at everything ... you strive for perfection. Antes pensava que era mania minha, agora sei que sou perfeito...
You are confident, authoritative, and aggressive. Segurança é meu ofício…
You have the classic "Type A" personality.

You are a very lucky person. Things just always seem to go your way. Parecem… Mas sei onde quero chegar…
And because you're so lucky, you don't really have a lot of worries. You just hope for the best in life. E não devemos pedir menos do que o melhor…
You're sometimes a little guilty of being greedy. Spread your luck around a little to people who need it. Pensar no bem de outros é pensar em nós mesmos…

You are relaxed, chill, and very likely to go with the flow. Ninguém detém o curso dos acontecimentos, apenas podemos influenciá-los…
You are light hearted and accepting. You don't get worked up easily.
Well adjusted and incredibly happy, many people wonder what your secret to life is. É simples, o segredo é [censurado]…

You are well rounded, with a complete perspective on life. Não nego…
You are solid and dependable. You are loyal, and people can count on you. Diga-o quem me conhece...
At times, you can be a bit too serious. You tend to put too much pressure on yourself.
Seriedade, quanto baste, também é necessária…

Queres saber "what your name means?", experimenta